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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A luz entre oceanos - Crítica


Existe um limite para o perdão? Este é o tema central do filme “A luz entre oceanos”, de Derek Cianfrance (“Namorados para sempre” e “O lugar onde tudo termina”), da obra homônima de M.L. Stedman. O longa narra a história de Tom Sherbourne (Michael Fassbender) um ex-soldado que serviu na Primeira Guerra Mundial e se oferece para prestar serviço de faroleiro na ilha Janus, na região costeira da Australia. Homem amargurado e de poucas palavras, ele decide viver o que resta de seus dias em completo isolamento no farol. Entretanto, ao chegar no vilarejo vizinho, Shebourne se encanta com Isabel (Alicia Vikander), a filha do administrador local, e é por ela correspondido. Mesmo à distância, eles se correspondem e em pouco tempo os dois decidem se casar. Após o matrimônio, o casal vive isolado na ilha do farol.

Tudo parecia ir bem, até Isabel engravidar. Depois de dois abortos, o casal não é mais o mesmo. Até que um dia, surge no horizonte um barco à deriva. Dentro dele, um homem morto e um bebê. É a partir deste ponto que realmente começa a trama da história. Sherbourne quer comunicar o ocorrido e descobrir o paradeiro da família do bebê, mas é impedido pela esposa, que vê na criança perdida a realização de seu sonho de mãe. A situação se complica quando ele, por acaso, localiza a verdadeira mãe da criança, Hannah (Rachel Weisz).

O longa apresenta as consequências diante da “adoção” da criança pelo casal. Aborda ainda o revanchismo e a intolerância que a sociedade europeia nutria contra os alemães no período entre as duas primeiras grandes guerras mundiais, assim como o sentimento de ceticismo de quem lutou no frontou ficou fora dele. O filme coloca em cheque os efeitos devastadores que o conflito belicoso provocou nas pessoas, dentro de uma visão questionadora sobre a moral e a ética diante dos desafios da vida, numa sociedade judicializada. E problematiza a reflexão sobre os limites do perdão, como paradigma e mudança de perspectiva, possibilitando o renascimento da esperança e a transformação dos personagens.

Avaliação: Muito Bom.

Elisabete Estumano Freire.


Ficha técnica
Direção:
 Derek Cianfrance
Elenco: Michael Fassbender, Alicia Vikander, Rachel Weisz, Caren Pistorius, Emily Barclay e Anthony Hayes
Classificação: 12 anos 

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