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domingo, 18 de agosto de 2019

A Febre, de Maya Da-Rin, conquista prêmio de melhor ator em Locarno

A Febre, de Maya Da-Rin, conquista prêmio de melhor ator em Locarno


A Febre, de Maya Da-Rin, conquistou o prêmio de Melhor Ator, para Regis Myrupu, em sua estreia mundial no 72º Festival de Locarno. Depois de receber três minutos de aplauso em sua exibição no festival. O longa agora terá sua estreia norte americana no Festival de Cinema de Toronto, na mostra Wavelengths (dedicada a filmes de linguagem mais arrojada), que acontece entre os dias 5 e 15 de setembro no Canadá. A produção é da Tamanduá Vermelho e Enquadramento Produções, em coprodução com Still Moving (França) e Komplizen Film (Alemanha). No Brasil o filme será distribuído pela Vitrine Filmes. A Still Moving é responsável pelas vendas internacionais.

Primeira experiência de Regis Myrupu como ator, o longa foi considerado pela Cineuropa “Uma extraordinária oportunidade de observar a riqueza e complexidade de uma cultura", enquanto o periódico italiano Cinque Quotidiano o aclamou como “um filme extraordinário".

 “Estou muito emocionado com esse prêmio. Nós, povos indígenas, estamos vivendo um momento muito difícil. Não só nós, mas também a nossa casa, a floresta, está sendo destruída. Então, um indígena recebendo um prêmio como esse, mostra a nossa força e capacidade de atuarmos na sociedade não indígena, seja participando de um filme, seja como médicos ou advogados, sem que isso signifique a perda das nossas origens ou o esquecimento da nossa cultura”, afirma o ator. 

A trama narra à história de Justino, um indígena do povo Desana que trabalha como vigilante em um porto de cargas e vive na periferia de Manaus. Desde a morte da sua esposa, sua principal companhia é a filha Vanessa, que está de partida para estudar Medicina em Brasília. Como o passar dos dias, Justino é tomado por uma febre forte. Durante a noite, uma criatura misteriosa segue seus passos. Durante o dia, ele luta para se manter acordado no trabalho. Porém, sua rotina do porto é transformada com a chegada de um novo vigia. Nesse meio tempo, seu irmão vem de visita e Justino relembra a vida na aldeia, de onde partiu há mais de vinte anos.




SINOPSE
Em Manaus, uma cidade industrial cercada pela floresta amazônica, Justino, um indígena Desana de 45 anos, trabalha como vigia no porto de cargas. Desde a morte de sua esposa, sua principal companhia é sua filha mais nova, Vanessa, com quem vive em uma casa na periferia. Enfermeira em um posto de saúde, Vanessa é aceita para estudar medicina em Brasília, e terá que partir em breve.
Com o passar dos dias, Justino é tomado por uma febre forte. Durante a noite, uma criatura misteriosa segue seus passos. Durante o dia, ele luta para se manter acordado no trabalho. A rotina tediosa do porto é quebrada pela chegada de um novo vigia. Enquanto isso, a visita de seu irmão faz Justino rememorar a vida na aldeia, de onde partiu vinte anos atrás. Entre a opressão da cidade e a distância de sua aldeia na floresta, Justino já não pode suportar uma existência sem lugar.

FICHA TÉCNICA
Direção: Maya Da-Rin
Roteiro: Maya Da-Rin, Miguel Seabra Lopes, Pedro Cesarino
Produtores: Maya Da-Rin, Leonardo Mecchi, Juliette Lepoutre
Co-produtores: Pierre Menahem, Janine Jackowski, Jonas Dornbach
Empresas Produtoras: Tamanduá Vermelho, Enquadramento Produções (Brasil)
Empresas Coprodutoras: Still Moving (França), Komplizen Film (Alemanha)
Produtor Executivo: Leonardo Mecchi
Assistente de Direção: Milena Times
Diretora de Fotografia: Bárbara Alvarez
Som: Felippe Schultz Mussel, Breno Furtado, Romain Ozanne
Mixagem: Emmanuel Croset
Direção de Arte: Ana Paula Cardoso
Figurino: Joana Gatis
Maquiagem: Helena d’Araújo
Edição: Karen Akerman

ELENCO
Regis Myrupu como Justino
Rosa Peixoto como Vanessa
Johnatan Sodré como Everton
Kaisaro Jussara Brito como Jalmira
Edmildo Vaz Pimentel como André
Anunciata Teles Soares como Marta
Lourinelson Wladmir como Wanderlei

SOBRE REGIS MYRUPU (Justino):

Regis Myrupu nasceu em Pari-cachoeira, comunidade indígena que reúne 23 povos ao noroeste da Amazônia, próxima à fronteira da Colômbia. Pertence à etnia Desana, um dos povos que constituem o sistema intercultural do Uaupés, no Alto Rio Negro. Seu nome, Myrupu, significa “o soprar do vento”. Com seu avô e seu pai, aprendeu as particularidades da cultura desana e tornou-se líder espiritual (xamã). Em 1995, aos 15 anos, mudou-se com a família para o município de Barcelos, e em 2002 se estabeleceu na comunidade de São João do Tupé, nas cercanias de Manaus. Desde 2014, coordena o projeto Floresta Cultural Herisãrõ, onde, baseado em seu conhecimento ancestral, trabalha para uma troca sustentável entre o turismo responsável e a cultura indígena. “A Febre” é seu primeiro filme.


SOBRE A DIRETORA:
Nascida no Rio de Janeiro em 1979, Maya Da-Rin é cineasta e artista visual. Graduada no Le Fresnoy – Studio National des Arts Contemporains, na França, tem mestrado em cinema e história da arte na Sorbonne Nouvelle, e participou de oficinas de cinema na Escola de Cinema de Cuba. Seu trabalho foi exibido em inúmeros festivais de cinema e instituições de arte como Locarno, DokLeipzig, MoMA e o Centro de Arte Contemporânea de Vilnius. Seu documentário “Terras”, lançado em 2010, participou de mais de 40 festivais de cinema, e o seu primeiro projeto de longa-metragem de ficção, “A Febre”, foi selecionado para a residência do Festival de Cannes (Cinéfondation) e para os laboratórios La Fabrique des Cinémas du Monde e TorinoFilmLab, entre outros.

Filmografia da diretora
- A Febre [The Fever], longa de ficção, 2019, 98’
- Camuflagem [Camouflage], vídeo-instalação, 2013, 6’
- Horizonte de Eventos [Event Horizon], vídeo-instalação, 2012, 45’
- Version Française [French Version], curta-metragem, 2011, 19’
- Terras [Lands], documentário, 2009, 70’
- Margem (Margin), documentário, 2006, 54’
- E Agora José? (The World Tilts to Here, 2002, 27’)

SOBRE A TAMANDUÁ VERMELHO:
Depois de terminar a formação em Cinema e Artes Visuais no Le Fresnoy, Maya Da-Rin decidiu criar a sua própria empresa, trazendo a bordo os documentários “Terras” (que estreou no Festival de Locarno e foi exibido em mais de 40 festivais ao redor do mundo, ganhando nove prêmios diferentes) e “Margem” (exibido em festivais como Toulouse, Havana e Uruguai).

Tamanduá Vermelho inicia suas atividades produzindo o longa-metragem “A Febre”, um projeto selecionado para a residência da Cinefondation e para o encontro de coprodução La Fabrique (ambos organizados pelo Festival de Cannes), além dos programas Script & Pitch e FrameWork, do TorinoFilmLab. Ganhou ainda o fundo de desenvolvimento Hubert Bals Fund (do Festival de Rotterdam). O projeto também contou com o apoio do Fundo Setorial do Audiovisual, da ANCINE, do Aide aux Cinémas du Monde, do CNC, e do World Cinema Fund, do Festival de Berlim, para sua produção, além do fundo Île-de-France, para sua finalização. O filme teve sua estreia mundial no Concorso internazionale do Festival de Locarno, onde recebeu o prêmio de melhor ator. Além disso, a empresa atualmente também desenvolve o próximo longa-metragem de Maya Da-Rin, em fase de escrita.

SOBRE A ENQUADRAMENTO PRODUÇÕES:
Enquadramento Produções é uma produtora cultural, com sede em São Paulo, que atua no desenvolvimento e produção de projetos de curtas e longas metragens, selecionados para importantes festivais nacionais e internacionais, como Cannes, Locarno, Rotterdam, Viennale, FidMarseille, BAFICI, Brasília, Tiradentes e Gramado.

Entre suas mais recentes produções estão "Los Silencios", de Beatriz Seigner, coprodução Brasil/França/Colômbia (Festival de Cannes - Quinzena dos Realizadores); "A Febre", de Maya Da-Rin, coprodução Brasil/França/Alemanha (Festival de Locarno - Concorso Internazionale); e "Mormaço", de Marina Meliande (Festival de Rotterdam - Tiger Competition).

Encontra-se ainda em finalização do longa-metragem "A Morte Habita à Noite", de Eduardo Morotó. Seu sócio-diretor, Leonardo Mecchi, foi ainda produtor executivo de longas como "Obra", de Gregório Graziosi (Melhor Filme pela Crítica e Melhor Fotografia no Festival do Rio), "Super Nada", de Rubens Rewald (Melhor Filme e Prêmio Especial do Júri na mostra Novos Rumos do Festival do Rio) e "Quebradeiras", de Evaldo Mocarzel (Melhor Documentário no Festival de Toulouse, França; Melhor Direção, Fotografia e Som no Festival de Brasília). Foi também produtor associado do documentário "O Processo", de Maria Augusta Ramos (Festival de Berlim).

A VITRINE FILMES
Em nove anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 140 filmes. Entre seus maiores sucessos estão "Aquarius" e "O Som ao Redor", de Kleber Mendonça Filho e "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho", de Daniel Ribeiro. Mais recentemente a distribuidora lançou "Divinas Divas", dirigido por Leandra Leal, o documentário mais visto de 2017 e "O Processo", de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional. Entre os lançamentos de 2019 estão “Divino Amor”, dirigido por Gabriel Mascaro, e "Bacurau”, novo filme do diretor Kleber Mendonça Filho em parceria com Juliano Dornelles. Além disso a Vitrine Filmes segue com a quinta edição da Sessão Vitrine, projeto de distribuição coletiva de filmes, que durante o ano todo irá lançar longas nacionais em diversas cidades do Brasil.

ASSESSORIA DE IMPRENSA:
Anna Luiza Muller
Marcela Salgueiro
Programação (15 a 21/08)

Programação (15 a 21/08)



Lançamento de Bacurau, e sessão do PPGCINE - Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual da UFF.

Dia 15 quinta
14h
Sessão de Curtas | Mostra FIFH Cinema sem Diferenças – Entrada franca
Sessão com Audiodescrição – Exibição seguida de debate
16h40
ROCKETMAN
19h
A PARTE DO MUNDO QUE ME PERTENCE – Cinemas em Rede – Entrada franca
Dia 16 sexta
15h
4a MARe - Mostra Audiovisual de Realização – Entrada franca
19h
Abertura oficial da Mostra FIFH Cinema sem Diferenças – Sessão com Audiodescrição
Dia 17 sábado
15h
SOBRE RODAS
16h50
VERMELHO SOL
19h
Mostra FIFH Cinema sem Diferenças – Exibição seguida de debate – Entrada franca
Dia 18 domingo
14h30
SOBRE RODAS
16h10
ROCKETMAN
18h30
Mostra FIFH Cinema sem Diferenças – Roda de conversa – Entrada franca
19h30
Mostra FIFH Cinema sem Diferenças – Entrada franca
Dia 19 segunda
14h20
SOBRE RODAS
16h
VERMELHO SOL
18h10
CRÍTICO (mostra Kleber Mendonça Filho)
20h
O SOM AO REDOR (mostra Kleber Mendonça Filho)
Dia 20 terça
14h
SOBRE RODAS
15h40
ROCKETMAN
18h
SESSÃO DE CURTAS (mostra Kleber Mendonça Filho) – Entrada franca
20h30
AQUARIUS (mostra Kleber Mendonça Filho)
Dia 21 quarta
15h
SOBRE RODAS
16h50
VERMELHO SOL
19h
DESVIO | Sessão do PPGCINE – Exibição seguida de debate – Entrada franca

15 a 18, quinta a domingo, horários variados

ROCKETMAN
Dia 15, quinta > 16h40
Dia 18, domingo > 16h10
Dia 20, terça > 15h40
Rocketman, RU/EUA/Can, 2019, 121’, 16 anos
De Dexter Fletcher
Com Taron Egerton, Jamie Bell, Richard Madden

A trajetória de como o tímido Reginald Dwight se transformou em Elton John, ícone da música pop. Desde a infância complicada, fruto do descaso do pai pela família, sua história de vida é contada através da releitura das músicas do superstar, incluindo a relação do cantor com o compositor e parceiro profissional Bernie Taupin e o empresário e ex-amante John Reid.




Dia 15, quinta > 19h
Cinemas em Rede – Entrada franca – Exibição seguida de transmissão do debate em rede
A PARTE DO MUNDO QUE ME PERTENCE
Brasil, 2017, 84´, 14 anos
De Marcos Pimentel

Pelas ruas de Belo Horizonte, o cineasta mineiro Marcos Pimentel só tem um objetivo: descobrir quais são os sonhos das pessoas que passam por ele. Entre uma menina com síndrome de down que deseja se tornar bailarina e um trabalhador que quer reformar a própria casa, o diretor revela o quanto um sonho é importante para a vida das pessoas. Melhor Filme na mostra Novos Rumos no Festival do Rio de Janeiro 2017.




Dia 16, sexta, 15h
4a MARe - Mostra Audiovisual de Realização – 12 anos – Entrada franca (ver box abaixo)

SOBRE RODAS (17 a 21, sábado a quarta)
Dia 17, sábado > 15h
Dia 18, domingo > 14h30
Dia 19, segunda > 14h20
Dia 20, terça > 14h
Dia 21, quarta > 15h
Brasil, 2017, 77´, Livre
De Mauro D'Addio
Com Lara Boldorini, Cauã Martins, Georgina Castro

Lucas é um menino que chega a uma nova escola depois de sofrer um acidente que o colocou em uma cadeira de rodas. Lá, ele se torna amigo de Laís, uma colega de classe que sonha em conhecer o pai que a abandonou. Juntos, os dois iniciam uma jornada inesperada e decidem fugir de casa quando a jovem descobre o possível paradeiro do pai. Melhor Filme da Mostra Geração no Festival do Rio 2017, Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema Infantil de Chicago e Melhor Filme pelo público no TIFF Kids do Canadá.




VERMELHO SOL
Dia 17, sábado > 16h50
Dia 19, segunda > 16h
Dia 21, quarta > 16h50
Rojo, Argentina/Bra/Fra/Ale/Hol, 2018, 109´, 14 anos
De Benjamín Naishtat
Com Dario Grandinetti, Andrea Frigerio, Alfredo Castro

Claudio é um advogado de meia idade. Ele leva uma vida calma e confortável com sua esposa em uma pequena cidade da Argentina na década de 1970. Quando um detetive particular aparece na sua cidade, determinado em localizar um estranho com quem ele brigou meses atrás em um restaurante, seu mundo é virado de cabeça para baixo. Melhor Diretor, Ator e Fotografia no Festival de San Sebastián 2018 e Melhor Ator no Festival de Guadalajara 2019.



Sessão Vitrine – Ingressos a R$ 15 e R$ 7,50 | Segunda – R$ 5

19 e 20, segunda e terça
Mostra Kleber Mendonça Filho (ver box abaixo)

Dia 21, quarta, 19h
PPGCINE – Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual da UFF | Sessão de abertura do semestre
Exibição seguida de debate – Entrada franca
DESVIO
Brasil, 2019, 95’, 14 anos
De Arthur Lins
Com Daniel Porpino, Annie Chrissel

Pedro recebe o direito de uma saída temporária da cadeia para visitar a sua família que mora em Patos, interior da Paraíba. Nesse curto tempo ele irá confrontar seus antigos fantasmas e planejar os novos rumos de sua vida, enquanto descobre em Pâmela, uma prima adolescente, a mesma chama que queimava em seu peito.

Mostra FIFH Cinema sem Diferenças – Entrada franca (ver box abaixo)



15 a 18, quinta a domingo:

Mostra FIFH Cinema sem Diferenças – Entrada franca

Um cinema em que todos são iguais, sem diferenças. Esta é a proposta da "Mostra FIFH - Cinema sem Diferenças", que conta com uma programação internacional de filmes que envolvem pessoas com deficiência, tanto na temática quanto na equipe. O evento é chancelado pelo Festival International du Film sur le Handicap (FIFH), que acontece na cidade de Lyon, no sul da França. Esta será a primeira vez que o Festival terá uma mostra exclusiva no Brasil: as sessões acontecem no Cine Arte UFF, de 15 a 18 de agosto, e na Câmara de Vereadores de Niterói, até o dia 19, todas com entrada gratuita. A mostra integra o 1° Seminário de Acessibilidade Cultural, que ocupará os espaços do Teatro, Cinema e a Sala InterArtes (no IACS - Instituto de Artes e Comunicação Social).

Dia 15, quinta-feira
14h > Sessão de curtas – 42’ – 10 anos – Sessão com Audiodescrição
Exibição seguida de debate com Jules Thenier e Flavia Vargas

ANNA
Anna, Nova Zelândia, 2015, 9’
De Harriett Maire, com Geneva Norman

O filme segue as ações e interações de Anna, uma jovem sob o espectro do autismo, e o que acontece quando seu cotidiano é inesperadamente interrompido. Anna gosta de seguir uma rotina rigorosa e sua condição é facilitada por sua capacidade de controlar os pequenos detalhes de seu dia, o que lhe dá uma sensação de regularidade. Melhor Atuação no Festival de Cinema Feminino Independente de 2016.

QUESTÃO DE PONTO DE VISTA
Ansichtssache, Alemanha, 2017, 5’
De Alexander Ullmann, com Anne Müller e Claudia Rippe

Tamara entra no brechó de Netta, que se fascina por ela, pela forma como Tamara desliza suas mãos entre as roupas expostas.

VAI, JUST
Just go!, Letônia, 2017, 6’
De Pavel Gumennikov, com Aleksandrs Ronis, Jana Herbsta, Toms Veličko, Sergejs Fjodorovs

Just e sua amiga acabam de se encontrar, conversam afetuosamente, quando de repente a conversa é interrompida por dois ladrões. Inspirada na história real de um garoto que nunca desiste.

O ELEFANTE E O HOMEM CEGO
The elephant and the blind men, Portugal/Índia, 2017, 4’
De Claudia Alves, com Alexandre Correia, Percival Noronha, Rafael Viegas

Um grupo de cegos tateia um elefante para saber o que é. Cada um sente uma parte e as descrições não batem. É também o que acontece quando um viajante europeu decide descobrir a Índia.





NAPOLEÃO
Napoléon, França, 2016, 3’
De Maxime Potherat e Jules Thenier, com Adda Abdelli, Alexandre Philip

E se atrás de cada evento da Grande História, cada episódio da mitologia, esconde-se um personagem com deficiência, cujo papel fosse apagado deliberadamente?

DE PONTA CABEÇA
Downside up, Bélgica, 2016, 15’
De Peter Ghesquiere

Num mundo onde todos são parecidos, Eric, um menino diferente, acaba de nascer.

Dia 16, sexta-feira
19h > Abertura oficial – Curtas + Longa – 110’ – 10 anos – Sessão com Audiodescrição

DOIS PÉS ESQUERDOS
Due piedi sinistri, Itália, 2015, 6’
De Isabella Salvetti, com Maria Elena Schiorlin, Gabriele Sgrignuoli

Em um bairro de Roma, Mirko joga futebol, enquanto Luana espera seu pai. Um garoto e uma garota parecidos e diferentes. Melhor Curta no Globo de Ouro 2015.

VAYSHA, A CEGA
Vaysha, l’aveugle, Canadá, 2016, 7’
De Theodore Ushev

Vaysha não é uma menina como as outras, ela nasceu com um olho verde e um marrom. Seus olhos bicolores não são a única característica de seu olhar.

SER O QUE SE É
Brasil, 2018, 7’
De Marcela Lordy, com Martha Nowill, Anana Oliveira, Clarice Niskier

A relação da mulher com o corpo através do tempo. Um curta livremente inspirado na carta da espanhola Jessica Goméz, que viralizou no verão europeu em 2016.

VAI OU RACHA
Marche ou crève, França, 2018, 90’
De Margaux Bonhomme, com Diane Rouxel, Jeanne Cohendy

É inspirado na história real entre a diretora Margaux Bonhomme e sua irmã. Elisa quer viver o melhor verão de sua vida, curtindo a vida e o momento, mas aos 17 anos, ela só conhece obrigações. Sua mãe sai de casa e ela deve ficar com o pai cuidando de sua irmã com deficiência. Uma responsabilidade cada vez mais complicada, que faz com que ela oscile entre o amor e o ódio. Prêmio de Melhor Ficção no Festival Internacional de Cinema sobre Deficiência 2019.

Dia 17, sábado
19h > Curta + longa – 82’ – livre – Sessão com acessibilidade: janela de libras e LSE
Exibição seguida de debate com Manoela Meyer e João Carvalho

SOLARES
Brasil, 2018, 6’
De Manoela Meyer

O encontro da imaginação e sensibilidade de duas mulheres cegas que registram em fotografias seus interesses, sonhos e maneiras de se relacionar com o mundo. Melhor Curta Documentário no Festival Internacional de Cinema sobre Deficiência 2019.

DIÁRIOS DE CANAL
Brasil, 2016, 76’
De Felipe Kowalczuk, com Marcelo Collet

O documentário acompanha a travessia do paratleta Marcelo Collet no Canal da Mancha, considerado um dos trajetos mais desafiadores da natação. Collet se tornou atleta do Paratriathlon após um grave acidente em Salvador durante um treino do ciclismo, que o fez perder parte dos movimentos de uma das pernas. Apesar da tragédia, o jovem conseguiu impulsionar sua carreira no esporte e hoje coleciona diversas conquistas.



Dia 18, domingo
19h30 > Curtas + média – 63’ – 12 anos

EDUARDO MÃOS FIXAS
Eduardo manos fijas, Espanha, 2017, 3’
De Jim Sorribas Soler

Uma história de amor entre dois playmobils.

BLINDLY DANCING
Blindly dancing, Itália, 2017, 8’
De Fabio Palmieri, com Elena Travaini, Anthony Carollo

Você não precisa de olhos para dançar. Um documentário que segue a história de Elena Travaini e o método que ela inventou para nutrir sua forte paixão pela dança além dos limites, devido ao câncer de retina com o qual ela vive desde o nascimento e que a deixou quase cega.

DEIXE-ME AMAR
Laissez-moi aimer, França, 2019, 52’
De Stéphanie Pillonca

Eles ensaiam, se enlaçam, se amam. Aurore, Pierre e Thomas têm deficiências diferentes. Estimulados por uma incrível energia de vida, eles vão se reapropriar de seus corpos através da dança integrada, guiada por jovens dançarinos talentosos. No decorrer das coreografias, eles contam sua vida sentimental e seu cotidiano. O amor superando tudo. Este documentário é focado nesses três amigos com deficiência, três destinos e a prática de dança. As coreografias de Cécile Martinez, coreógrafa e professora de dança, abrem suas mentes: eles também têm o direito de se desabrochar, dançar e amar. Menção Especial do Júri no Festival Internacional de Cinema sobre Deficiência 2019.



4a MARe - Mostra Audiovisual de Realização
Dia 16 sexta – 15h – 117’ – 12 anos – Entrada franca
Exibição seguida de debate com os realizadores

BROTO
Brasil, 2018, 20’
De Antonio Teicher, com Gisele Lisbôa, Thais D'Castro, Guilherme Bianco, Rollo, Sandra Incutto

A jovem Clementina acaba de conseguir um emprego como secretária. Ar condicionado, clientes, tesouras, apontadores, crachás. Sua nova colega, Marilene, parece inquieta com a chegada dela. Será que isso tem a ver com as plantas que nascem no chão da empresa?

CÉREBRO DE CORDA
Brasil, 2018, 12'32"
De Thays Pantuza, com Raphael Pompeu, Rebeca Capece

Flora sofreu um acidente de carro. Nada está claro: o que é alucinação e o que é memória se confundem com o presente. O tempo não para — sozinha, perdida na estrada, sons e imagens estão misturados com todo o cansaço e dor física e, então, ela se vê em um lugar desconhecido. Ignorante da própria fragilidade, Flora só espera poder encontrar Tomás outra vez e ter uma segunda chance.

ABATE
Brasil, 2018, 15’21”
De Lucas Vinzon, com Isis Mendes, Isabela Molisani, Francisco Rocha, Wagner Barros, Heinz Prellwitz, Alice Maria Paiva, Fabrício, Cristina Moretti

Isabel recebe a notícia de que a fazenda de seu avô Ismael, seu lugar de afeto durante a infância, foi vendida pelos pais sem que ela soubesse. Impulsionada por suas memórias veladas, pega o carro da mãe na madrugada e dirige até a fazenda em uma tentativa de reparar o passado.

TRANSCENDÊNCIA 17
Brasil, 2018, 22’
De Eduardo de Sá, com Fábio Pereira, Thiago Sol, André Sanaibre, Withe Vianna, Elson

Uma alma que sai do interior de uma tela antiga, pintada na parede de uma igreja, e viaja sobrevoando a região, visitando elementos representativos do passado: o negro, o branco, o índio, as ordens religiosas, as influências políticas e culturais, e a relação desse passado com o presente.

A MULHER DE ARGILA
Brasil, 2018, 19’
De Paula Mermelstein, com Gabriela Coelho

Entre sonhos e idas à praia, uma mulher faz bonecos de argila.

SUR
Brasil, 2018, 23'
De Marina Gurgel

Estrangeira em um país vizinho ao seu, a realizadora registra seus conflitos e os movimentos da cidade, dando-se conta da fluidez dos territórios e identidades.

MYSHA
Brasil, 2018, 5’
De Constantin de Tugny

Joana é convidada por Mysha para um jantar, mas não sabe o que o rato planeja para o prato principal.



Mostra Kleber Mendonça Filho

Próximo do lançamento de Bacurau, o Cine Arte UFF homenageia Kleber Mendonça Filho, um dos diretores mais importantes da atualidade e, sem dúvidas, o mais catártico cineasta brasileiro dos últimos tempos. A mostra contempla quase toda a filmografia de Kleber, exibindo desde seus curtas realizados a partir do final da década de noventa, até seu penúltimo longa. Os curtas, onde o realizador experimenta gêneros como ficção científica, fantasia e mocumentário, receberam diversos prêmios nos festivais mais importantes do Brasil. Em seus longas Crítico, O som ao redor e Aquarius, também premiados nacional e internacionalmente, tendo o último concorrido pela Palma de Ouro em Cannes, Kleber costura temas como espaço, memória e resistência, sempre com muito domínio da arte de fazer cinema, proporcionando imagens potentes sobre cenários sociais e políticos brasileiros.

Dia 19 > 18h10 – Ingressos a R$ 5
CRÍTICO
Brasil, 2008, 76’, 12 anos
De Kléber Mendonça Filho

O filme Crítico é a primeira experiência em longa-metragem do cineasta Kleber Mendonça Filho. Neste documentário, cerca de setenta críticos e cineastas, entrevistados no Brasil e no exterior, discutem o cinema a partir do conflito que existe entre o artista e o observador, o criador e o crítico.

Dia 19 > 20h – Ingressos a R$ 5
O SOM AO REDOR
Brasil, 2012, 131’, 16 anos
De Kléber Mendonça Filho
Com Irandhir Santos, Gustavo Jahn, Maeve Jinkings

A vida numa rua de classe-média na zona sul do Recife toma um rumo inesperado após a chegada de uma milícia que oferece a paz da segurança particular. A presença desses homens traz tranquilidade para alguns e tensão para outros, numa comunidade que parece temer muita coisa. Enquanto isso, Bia, casada e mãe de duas crianças, precisa achar uma maneira de lidar com os latidos constantes do cão de seu vizinho. Uma crônica brasileira, uma reflexão sobre história, violência e barulho. Prêmio da Crítica, Prêmio do Júri Popular e Melhor Desenho de Som no Festival de Gramado 2012, Melhor Filme e Roteiro no Festival do Rio 2012, Melhor Filme na Mostra de São Paulo 2012 e outros 25 prêmios nacionais e internacionais.



Dia 20 > 18h
SESSÃO DE CURTAS – Entrada franca – 133’, 14 anos
A sessão traz cinco curtas de Kleber e um de Juliano Dornelles, seu parceiro na direção de Bacurau.

ENJAULADO
Brasil, 1997, 33’
De Kleber Mendonça Filho, com Charles Hodges

Após sofrer um trauma urbano, um homem morador de um apartamento suburbano de segurança máxima começa a enlouquecer. Cercado de medo e paranóia, ele se torna prisioneiro do seu próprio mundo.

VINIL VERDE
Brasil, 2005, 17’
De Kleber Mendonça Filho, com Verônica Alves, Gabriela Souza, Ivan Soares

Uma mãe dá de presente para sua filha uma caixa cheia de velhos disquinhos coloridos. A menina pode ouvi-los, exceto o vinil verde. Prêmio da Crítica, Melhor Direção, Montagem e Som no Festival de Brasília 2004 e Melhor Curta 35mm, Prêmio da Crítica e Melhor Edição de Som no Cine PE 2005.

ELETRODOMÉSTICA
Brasil, 2005, 22’
De Kleber Mendonça Filho, com Magdale Alves, Pedro Bandeira, Gabriela Souza

Classe média, anos 90, 220 Volts. Melhor Atriz, Prêmio da Crítica e do Júri Popular no Cine PE 2006.

NOITE DE SEXTA, MANHÃ DE SÁBADO
Brasil, 2007, 15’
De Kleber Mendonça Filho, com Bohdana Smyrnova, Pedro Sotero

Homem encontra mulher. Os dois conversam e tentam se conectar através de uma ligação. Prêmio da Crítica e Melhor Atriz no Festival de Brasília 2006.

MENS SANA IN CORPORE SANO
Brasil, 2011, 22’
De Juliano Dornelles, com Flávio Danilo

Garra, disciplina, tenacidade, força física e obediência; Estes são os tesouros guardados para que tenhamos uma vida mais plena e saudável. O seu corpo agradece! 

RECIFE FRIO
Brasil, 2009, 24’, Livre
De Kleber Mendonça Filho, com Lia de Itamaracá, Rodrigo Riszla, Andrés Schaffer

A cidade brasileira de Recife, que já foi tropical, agora é fria, chuvosa e triste, depois de passar por uma desconhecida mudança climática. Melhor Curta de Ficção no GPCB 2011, Melhor Direção, Roteiro e Direção de Arte de Curta 35mm no Cine PE 2010 e Melhor Filme, Direção e Roteiro no Festival de Brasília 2009.

Dia 20 > 20h30 – Ingressos a R$ 5
AQUARIUS
Brasil/França, 2016, 141’, 16 anos
De Kleber Mendonça Filho
Com Sonia Braga, Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Humberto Carrão

Clara mora de frente para o mar no Aquarius, último prédio de estilo antigo da Av. Boa Viagem, no Recife. Jornalista aposentada e escritora, viúva com três filhos adultos e dona de um aconchegante apartamento repleto de discos e livros, ela irá enfrentar as investidas de uma construtora que tem outros planos para aquele terreno: demolir o Aquarius e dar lugar a um novo empreendimento. Melhor Atriz e Diretor nos Prêmios Fénix 2016, Melhor Filme no Festival de Sydney 2016, no Festival World Cinema Amsterdam, no Festival de Transatlantyk, Polônia, e no Festival de Cartagena 2017, Prêmio da Crítica e Melhor Atriz no Festival de Havana 2016 e Melhor Atriz nos Prêmios Platino de Cinema Ibero-americano 2017.





Ingressos
Inteira – R$ 16,00 | Meia – R$ 8,00 (exceto segundas-feiras)
Segunda-feira – Promoção “Meia-entrada para todos” – R$ 5,00

Rua Miguel de Frias 9 Icaraí Niterói RJ (21) 3674-7511 | 3674-7512 www.centrodeartes.uff.br


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