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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

JACK REACHER: SEM RETORNO (CRÍTICA)

O filme estreia nos cinemas no dia 24 de novembro.
No segundo filme da franquia, o policial militar Jack Reacher (Tom Cruise), retorna a Washington para encontrar a major Susan Turner (Cobie Smulders), mas é informado que ela foi presa por traição devido a uma mal sucedida missão no Afeganistão. Certo de sua inocência, ele decide investigar o caso e ajudar a amiga, que escapa de uma tentativa de assassinato dentro do próprio presídio militar. Fugitivos, Jack e Susan precisam descobrir quem estaria interessado em eliminá-los. Para complicar ainda mais a situação, Jack é réu numa ação de reconhecimento de paternidade de uma adolescente, que também se torna alvo de assassinos.
Baseado no Best-seller “Jack Reacher: Never Go Back”, de Lee Child, que já vendeu mais de 100 milhões de livros em todo o mundo, o filme é mais um triller de ação sobre teoria da conspiração dentro do próprio exército norte-americano, envolvendo tráfico ilegal de armas e drogas. Assim como no primeiro filme da franquia (Jack Reacher: o último tiro), o ex-agente especial Reacher mostra porque é reconhecido por suas habilidades como investigador e ex-combatente militar. Entretanto, a nova sequência ganha um tom mais emotivo com a presença da suposta filha de Reacher, a rebelde Samantha (Danika Yarosh), com quem Reacher estabelece uma relação protetora. A personagem arredia, que se especializa em praticar pequenos furtos, torna-se parceira da major Turner e de Jack Reacher após escapar de uma emboscada e perceber que não tem outra saída a não ser colaborar com seus novos protetores.Sugestionado pela ideia de ser o possível pai da garota, ojusticeiro solitário começa aidentificar na adolescente características de sua própria personalidade.
Apesar do carisma de Cruise e Smulders, a tentativa de erotização entre os dois personagensé propositadamente morna. Como resultado é Danika Yaroshquem rouba a cena, construindo com o “herói” um vínculo afetivo, ainda que mais ameno.
O longa mantém as características do gênero, com muitas cenas de luta, explosõese perseguição de carros, em que Reacher e Susan combatem seus inimigos que tem relações diretas com agentes do governo norte-americano. O roteiro também foca na questão de gênero dentro das corporações militares, através do posicionamento da personagem major Susan,que não aceita ser parte passiva nas ações de campo, entrando em conflito com Reacher. O papel da mulher, como mãe e esposa dedicada, é questionadoe desconstruído dentro da narrativa, assim como a paternidade. Apesar de entender a fúria e o inconformismo de Turner, que deseja ser reconhecida como mulher e profissional militar, Reacher admite suas limitações, arraigadas ainda a um machismo tradicional, causando um impasse entre os dois personagens.
Com direção de Edward Zwick, o filme ainda tem no elenco Austin Hébert, Patrick Heusinger, Aldis Hodge, Holt McCallany e Robert Catrini. 
Avaliação: Bom.

Elisabete Estumano Freire.

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