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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Chegam ao fim as filmagens de ‘Quase memória’, de Ruy Guerra

FILME BASEADO NA OBRA DO ESCRITOR CARLOS HEITOR CONY TRAZ NO ELENCO TONY RAMOS, JOÃO MIGUEL, MARIANA XIMENES E ANTONIO PEDRO

O cineasta Ruy Guerra filma nesta semana as últimas cenas do filme “Quase Memória”, ficção baseada no livro do escritor Carlos Heitor Cony. As filmagens, que em sua maioria aconteceram no final de 2014, tiveram locações nas cidades do Rio de Janeiro, Passa Quatro, em Minas Gerais, e em Ipiabas, Barra do Piraí, interior do estado do Rio. A produção é de Janaina Diniz Guerra, da Kinossaurus Filmes, e dos produtores associados: J. Sanz Produção Audiovisual, Zaga Filmes e Tacacá Filmes. A coprodução é da Globo Filmes e patrocínio do BNDES, FSA, Petrobras, Eletrobras, Riofilme, Oi Futuro e Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. A previsão de lançamento é para o primeiro semestre de 2016.

No elenco estão atores experientes no teatro e no cinema como João Miguel como Ernesto (pai de Cony); Charles Fricks e Tony Ramos nos papéis de Carlos Jovem e Carlos Velho, respectivamente (o escritor Cony); Mariana Ximenes como Maria (primeira mulher de Ernesto e mãe de Cony); Ana Kutner como Sônia (segunda mulher de Ernesto). Ainda nomes como Antonio Pedro, no papel de Capitão Giordano; Flavio Bauraqui como Seu Ministro; Augusto Madeira, no papel de Tio Alberico; Cândido Damm como Horácio; Inês Peixoto como mãe de Maria; Julio Adrião como Mario Flores; Thiago Justino como Gomes; Antônio Alves como Dr. João Lage; Thierry Tremouroux  como Rei Alberto e Lourival Prudêncio como Monsenhor Lapenda.
Baseado no best-seller do jornalista e escritor Carlos Heitor Cony - o livro foi lançado em 1995 e ganhou dois prêmios Jabuti, melhor romance e livro do ano, tendo vendido mais de 400 mil exemplares – o romance é inspirado nas histórias vividas pelo pai do jornalista. No roteiro de Ruy Guerra, Bruno Laet e Diogo Oliveira, o filme ganha um tom de comédia e um tanto farsesco.

- O processo seletivo da lembrança faz dos personagens arquétipos, caracterizados sob a visão daquele que lembra. A memória do Carlos é o seu olhar afetivo para a infância, um misto de realidades e sonhos, a reconstrução de um passado centrado na figura alegre do pai, uma sucessão de pequenas loucuras de grande encantamento, como um picadeiro de circo. É na originalidade da figura do pai que se encontra a universalidade deste personagem: o pai excêntrico e louco em sua coragem diante da vida, a um só tempo, único e universal - o pai dos desejos de todos. Em seu descompromisso com o real e sua fragmentação imagética, toda memória transforma, reinventa, reescreve. Toda memória é uma quase memória – ressalta o diretor Ruy Guerra.

A história começa quando Carlos Jovem (Charles Fricks) recebe um pacote, uma situação rotineira para um jornalista. Mas o pacote soa diferente. O nó que amarra o embrulho, o cheiro, a letra no envelope: só poderia ter sido enviado por seu pai, Ernesto (João Miguel), morto há anos. Um pai que sempre criou situações inusitadas – como essa. Abrir ou não essa surpreendente remessa? Enquanto decide, Carlos reconstrói suas divertidas memórias ao lado desse pai genialmente louco enquanto conversa com ele mesmo em outra fase da vida: Carlos Velho, interpretado por Tony Ramos.- “Quase memória” é um projeto muito especial. Assim que o livro do Cony foi publicado, Ruy recebeu, coincidentemente, dois exemplares, enviados por mim e pelo Mário Prata, porque ambos acreditamos que ele gostaria de filmar. Já fui assistente de direção de meu pai em outros longas mas essa é a primeira vez que trabalho com ele como produtora: está sendo uma experiência emocionante. Tenho uma enorme admiração pelo trabalho dele. É uma honra, tanto como produtora, quanto como filha, poder contribuir para a realização de um filme de Ruy Guerra – comemora Janaina.

Ruy Guerra
Mais conhecido pelo seu trabalho como cineasta, Ruy Guerra já exerceu outros papéis entre eles ator, letrista, escritor, roteirista, montador e professor. Moçambicano de  nascença e um homem do mundo por opção, já viveu em vários países entre eles Portugal, Espanha, Grécia e Cuba. A formação em cinema foi no Institut des Hautes Études Cinématographiques, em Paris, entre 1952 e 1954. Chegou ao Brasil em 1958 e lançou seu primeiro longa-metragem  “Os Cafajestes”, em 1962, exibido no Festival de Berlim de 1963. Como cineasta, somam-se cerca de 8 curtas-metragens e 14 longas, tendo recebido dois Ursos de Prata no Festival de Berlim por “Os Fuzis”, em 1964, e “A Queda”, em 1978. Participou dos mais importantes festivais do mundo – Cannes, Berlim, Veneza, Rotterdam, Toronto, entre vários outros, e recebeu mais de 60 prêmios, no Brasil e no exterior. Seu filme “Os Deuses e os Mortos” foi eleito, pela prestigiada revista Cahiers du Cinema, como um dos sete melhores filmes do ano de 1971, e “Os Fuzis” foi eleito, pela mesma revista, como um dos dez melhores filmes da História do cinema. Seu último filme é “O Veneno da Madrugada” (2005), uma coprodução Brasil, Argentina, Portugal, premiado nos festivais de Brasília, de Havana e de Santa Cruz de la Sierra, e exibido nos festivais de San Sebastian e Biarritz, entre outros. Como ator, seu último trabalho é a participação em “Sangue Azul”, de Lírio Ferreira, em 2014.

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