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segunda-feira, 12 de março de 2012

BILLI PIG



Se o seu objetivo é assistir um filme leve, bem humorado, daqueles para dar boas gargalhadas, uma dica é conferir Billi Pig, o novo trabalho do cineasta José Eduardo Belmonte. Apesar de um roteiro recheado de esquetes, com alguns personagens que parecem sobrar na trama principal, o filme ainda assim consegue realizar sua proposta de fazer rir.
O roteiro de José Eduardo Belmonte ("Se nada mais der certo"; "A concepção") traz a história de uma aspirante a atriz, a bela Marivalda (Grazi Massafera). Cansada de sonhar com o estrelato, mesmo sem talento, a jovem busca de todas as formas conquistar o sucesso  e conta com a ajuda de um um porquinho falante, um dos elementos fantásticos do filme. Casada com Wanderley (Selton Mello), que interpreta um corretor de seguros falido, Marivalda pressiona o marido para ajudá-la a se tornar uma pessoa famosa, ameaçando-o com a separação. Com o impasse instaurado entre o casal, Wanderley vê na figura do falso padre Roberval (Milton Gonçalves), o curandeiro duvidoso do bairro, a solução de seus problemas: conseguir dinheiro fácil para assegurar seu casamento. Para isto eles precisam “apenas” enganar o poderoso traficante Seu Boca(Otávio Muller),  que teve a filha baleada em um tiroteiro, prometendo a realização de um milagre.
O forte no filme com certeza é o elenco. Selton Mello e Milton Gonçalves estão ótimos em seus papéis. A frustação do personagem de Selton, que sofre de impotência sexual, traz ao personagem Wanderley a coragem para tentar enganar o desesperado traficante Seu Boca, envolvendo o falso padre Roberval. A liberdade de improviso dos atores, marca do trabalho de direção de Belmonte, deu leveza aos diálogos, que podem ser conferidos nos erros de gravação que surgem nos créditos finais do filme.
A surpresa, no entanto, é a revelação de Grazi Massafera como atriz de comédia, em sua primeira atuação no cinema. Ela está ótima no papel, interpretando a sonhadora Marivalda, além de ser a voz do despachado porquinho Billy. Um de seus grandes momentos é a cena de teste de elenco que traz as participações especiais de Sandra Pêra, Cássia Kiss e Monique Lafond.
O talento de Milhem Cortaz está totalmente desperdiçado na trama, no papel de assistente de Generosa (Preta Gil), a dona da funerária que faria qualquer coisa para sair do vermelho.  O mesmo pode se dizer sobre as personagens das atrizes Priscila Marinho e Andrea Neves, a dupla de secretárias da corretora de seguros de Wanderley. Destaque para as presenças de Léa Garcia, como Tia Ludmila, e Zezeh Barbosa, como o espírito da defunda mãe do “Padre” Roberval.

O filme de Belmonte também traz alguns momentos musicais, numa tentativa de resgatar o clima das chanchadas, porém sem muito sucesso. O brega “A menina do subúrbio”, de Fernando Mendes, serve ao menos para resgatar a sessão nostalgia dos anos 70. Para arrematar, o samba de Arlindo Cruz, no churrasco de quintal, regado a muita cerveja. Algo tipicamente suburbano, como os personagens centrais de Billi Pig.

Apesar de comédia besteirol, o filme Billi Pig é uma boa alternativa para quem espera ver um filme leve e divertido. Recomendo.


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