quinta-feira, 10 de março de 2022

Mostra: Reinvenções da Bruxa no Cinema no CCBB - 09 a 20/03

 


Da bruxa má dos contos de fadas a símbolo do movimento de afirmação feminina, a figura da bruxa em toda sua complexidade inspira a mostra MULHERES MÁGICAS – REINVENÇÕES DA BRUXA NO CINEMA, que acontece de 9 a 20 de março, no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília. Através de 23 sessões, será possível conhecer como essa personagem tão diversa tem sido concebida por diferentes realizadores cinematográficos desde os primórdios do cinema até os dias atuais.

 

Com curadoria da pesquisadora Carla Italiano, serão exibidos 25 filmes – 13 longas e 12 curtas-metragens - de vários países e gêneros, com destaque para obras de realizadoras mulheres. Para aprofundar e refletir sobre o tema, será realizado um ciclo de debates online com convidados(as) nacionais e internacionais e uma masterclass com a célebre feminista italiana Silvia Federici. Haverá ainda sessão infantil e sessão com acessibilidade, além da exibição de um recorte da programação on-line. A classificação indicativa vai de Livre a 16 anos – ver programação. Para as exibições presenciais, haverá cobrança de ingressos a R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). A programação on-line é inteiramente gratuita. *Exibição de títulos on-line, no site da mostra: www.mulheresmagicas.com.br

 

Logo na sessão de abertura, no dia 9 de março, quarta-feira, às 19h30, será exibido o filme “Suspiria”, de 1977, um clássico do terror, responsável pelo culto em torno do cineasta italiano Dario Argento. A sessão será apresentada pela pesquisadora Lila Foster e a curadora da mostra Carla Italiano.

 

A mostra terá ainda exibição ao ar livre da obra-prima “O Mágico de Oz”, de Victor Fleming, 1939, para toda a família.

 





A MOSTRA

 

"MULHERES MÁGICAS: REINVENÇÕES DA BRUXA NO CINEMA" investiga como a figura da bruxa, entendida em um sentido amplo, vem sendo construída ao longo da história do cinema. Personagem popular, que integra o imaginário humano, a bruxa é vista em toda sua multiplicidade: nem positiva nem negativa, mas como uma potente via de investigação sobre as representações dos corpos e saberes femininos em imagem.

 

Ao longo de 11 dias de programação, serão exibidos 25 filmes de várias épocas, de vários gêneros (ficção, documentário, experimental e performance) e de muitos países – Islândia, Nigéria, Dinamarca, República Tcheca, Síria, Zâmbia, França, Itália, EUA e América Latina. Os títulos serão agrupados em dois eixos temáticos. De um lado, os principais estereótipos que formam o arquétipo da bruxa no cinema, contendo obras clássicas de mestres do cinema; e do outro, os contrapontos de reinvenção dessa figura por cineastas mulheres e perspectivas não ocidentais, apresentando uma visão "decolonial", que pensa as intersecções de gênero, raça e classe social que incidem sobre essas representações. Partindo do livro “Calibã e a bruxa”, da pensadora Silvia Federici, que ministrará uma masterclass virtual durante a programação, a mostra investiga como esses diferentes corpos e heranças femininos foram elaborados pelo cinema.

 

A curadoria se divide em dois eixos. O primeiro irá revisitar a iconografia clássica das bruxas no cinema ocidental: os contos de fadas, as releituras históricas da caça às bruxas medieval, as mulheres monstruosas do cinema de horror, a hiper sensualidade. Este eixo contará com filmes como "O Mágico de Oz" (1939), e produções de diretores renomados como o dinamarquês Carl Theodor Dreyer, o italiano Dario Argento e o estadunidense George A. Romero.

 

Um segundo eixo vai apresentar contrapontos de reinvenção dessa figura, com destaque para uma perspectiva abrangente, rompendo com a visão colonialista. Deste segmento fazem parte os contos de "bruxas", em releituras dos contos de fada tradicionais; as mulheres que se autodeclaram feiticeiras contemporâneas; e obras marcadas por sensibilidades negras afrodiaspóricas ou que trazem saberes de tradição indígena. Neste eixo estão produções assinadas por diretoras importantes do cinema mundial como a ucraniana Maya Deren, as estadunidenses Julie Dash e Kasi Lemmons, a francesa Camille Ducellier e a diretora do Zâmbia Rungano Nyoni.

 

Intimamente relacionados, os dois eixos são facetas do mesmo tema. Segundo a curadora Carla Italiano, “os títulos foram selecionados com a preocupação de não ofender quaisquer sensibilidades e visando abrir novos rumos de entendimento”.

 

MULHERES MÁGICAS – REINVENÇÕES DA BRUXA NO CINEMA começará por Brasília e seguirá para São Paulo (de 11 a 28 de março) e Rio de Janeiro (de 13/4 a 9/5).

 

ATIVIDADES ON-LINE

 

Para ampliar ainda mais a reflexão sobre o tema, as exibições presenciais serão acrescidas de uma ampla programação on-line, totalmente gratuita, com debates temáticos, reunindo convidados de relevância nacional, no canal YouTube da mostra, e disponibilização de títulos para visualização on-line no site da mostra. O ciclo completo de atividades on-line terá oito debates, entre março e abril de 2022, além de dois eventos internacionais: a Masterclass on-line com a escritora ítalo-americana Silvia Federici, em abril de 2022; e a Conferência com a pesquisadora portuguesa Teresa Castro, em março de 2022.

 

. 12 de março (sábado) – 16h

O início das atividades on-line contará com a conferência “Reinvenções da bruxa no cinema”. Contando com tradução em LIBRAS, a conversa reunirá a professora Roberta Veiga (UFMG) e as coordenadoras da mostra Carla Italiano e Tatiana Mitre.

 

. 15 de março (terça) – 19h30

Será realizado debate on-line sobre “Caça às bruxas medieval: releituras históricas”, reunindo a pesquisadora Gabriela Müller Larocca (PR), o pesquisador Leonardo Amaral (MG) e a crítica Glênis Cardoso (DF/ Verberenas).

 

. 20 de março (domingo) – 16h

No dia 20 de março, no encerramento da mostra em Brasília, uma mesa on-line terá como convidadas a pesquisadora Letícia Bispo (DF), a professora Milene Migliano (UFRB) e a cineasta indígena Olinda Muniz Wanderley, discorrendo sobre o tema “Reencantar o mundo: a bruxa e as perspectivas decoloniais”.

 

. 22 de março (terça) - 19h30

A mesa “Mulheres monstruosas e cinema de horror”, contará com tradução em LIBRAS e participação da professora Laura Cánepa (Anhembi Morumbi) e da crítica e pesquisadora Yasmine Evaristo (MG). Mediação de Camila Macedo (PR)

 

. 26 de março (sábado) - 15h30

Realização de conferência internacional sobre “O retorno das feiticeiras”.  Uma conversa com Teresa Castro (professora de Paris 3 - Université Sorbonne Nouvelle). Com tradução em LIBRAS.

 

 

. MASTERCLASS

9 de abril (sábado) - 16h

Masterclass internacional com a pensadora e escritora Silvia Federici (EUA - autora de ‘Calibã e a bruxa’). Mediação da curadora Carla Italiano. Com tradução simultânea e tradução em LIBRAS.

 

. 19 de abril (terça) - 19h

Encerrando as atividades on-line, a mesa “Esses corpos insubmissos”, reunirá a realizadora Noá Bonoba (CE), a crítica Lorenna Rocha (PE) e a professora Ramayana Lira (UNISUL). Tradução em LIBRAS.

 

 

EXIBIÇÕES ON-LINE

Disponíveis no site www.mulheresmagicas.com.br

 

De 18 a 21 de março

Praise House (28', Julie Dash, 1991, EUA) | 12 anos

Kaapora - o Chamado das Matas (20', Olinda Wanderley Yawar, 2020, Brasil) | Livre

[Com acessibilidade - legendagem descritiva]

 

PROGRAMAÇÃO DIÁRIA

 

9/03 - QUARTA-FEIRA

 

19h30 Abertura: Suspiria (98', Dario Argento, 1977) | 16 anos

Com apresentação da pesquisadora Lila Foster e da curadora Carla Italiano

 

 

10/03 - QUINTA-FEIRA

 

17h50 O Covil das Bruxas (12', Maya Deren, 1943) | 14 anos

Olá, Rain (30', C.J. Obasi, 2014)

Feiticeiras, minhas irmãs (31', Camille Ducellier, 2010)

 

19h50 Häxan - A Feitiçaria Através dos Tempos (105', Benjamin Christensen, 1922) | 12 anos

 

 

11/03 - SEXTA-FEIRA

 

A bruxa do amor (2016)

17h10 Temporada das bruxas (104', George A. Romero, 1972) | 14 anos

 

19h40 A Bruxa do Amor (120’, Anna Biller, 2016) | 14 anos




 

 

12/03 - SÁBADO

 

Dias de Ira (1943)

15h Amores Divididos (110’, Kasi Lemmons, 1997) | 14 anos

 

17h20 Dias de Ira (98', Carl Th. Dreyer, 1943) | 12 anos

 

19h30 Eu não sou uma bruxa (93', Rungano Nyoni, 2017) [Exibição única] | 12 anos

 

 

 



13/03 - DOMINGO

 

O mágico de Oz (1939)


15h O Mágico de Oz (101', Victor Fleming, 1939) [legendado] | Livre

 

17h20 A Máscara de Satã (87', Mario Bava, 1960) | 14 anos

 

19h30 O Reino das fadas (16', George Méliès, 1903) | 12 anos

A Árvore de Zimbro (78’, Nietzchka Keene, 1990)



 

15/03 - TERÇA

 

Haxan (1922)

17h20 Häxan - A Feitiçaria Através dos Tempos (105', Benjamin Christensen, 1922) | 12 anos

 

19h50 Temporada das bruxas (104', George Romero, 1972) | 14 anos

 

 



16/03 - QUARTA-FEIRA

 

Praise House (1991)

18h10 A Máscara de Satã (87', Mario Bava, 1960) | 14 anos

 

20h30 Sessão Acessibilidade [legendas descritivas] | 14 anos

Kaapora - O Chamado das Matas (20', Olinda Wanderley Yawar, 2020)

Amarração (7', Hariel Revignet, 2020) 

Praise House (28', Julie Dash, 1991)  

 

 





17/03 - QUINTA-FEIRA

 

Dias de Ira (1943)

17h40 Dias de Ira (98', Carl Th. Dreyer, 1943) | 12 anos

 

20h10 Quem tem medo de ideologia? Parte 2 (38', Marwa Arsanios, 2020) | 12 anos

A dupla jornada (53', Helena Solberg, 1975) 

[Exibição única]

 

 


18/03 - SEXTA

 

A árvore de imbro (1990)

17h30 O Reino das fadas (16', George Méliès, 1903) | 12 anos

A Árvore de Zimbro (78’, Nietzchka Keene, 1990)

 

19h50 Amores Divididos (110’, Kasi Lemmons, 1997) | 14 anos

 

 



19/03 - SÁBADO

 

O martelo das Bruxas (1969)

15h20 O Covil das Bruxas (12', Maya Deren, 1943) 

Olá, Rain (30', C.J. Obasi, 2014)

Feiticeiras, minhas irmãs (31', Camille Ducellier, 2010)

 

17h20 Sortilégio do Amor (106', Richard Quine, 1958) [Exibição única] | 12 anos

 

20h O Martelo das Bruxas (102', Otakar Vávra, 1969) [Exibição única] | 14 anos

 

 

20/03 - DOMINGO

 

15h20 A Bruxa do Amor (120’, Anna Biller, 2016) | 14 anos

 

18h20 Transformations (9', Barbara Hirschfeld,1976) | 16 anos

Boca de Loba (19', Bárbara Cabeças, 2018) 

La Cabeza Mató a Todos (8', Beatriz Santiago Muñoz, 2014) 

Borderhole (14', Nadia Granados e Amber Bemak, 2017)

[Exibição única]

 

20h Suspiria (98', Dario Argento, 1977) | 16 anos

 

 

27/03 - DOMINGO

 

Sessão para toda a família:

O Mágico de Oz (101', Victor Fleming, 1939) com acompanhamento musical ao vivo | Livre

 

SINOPSES

 

O REINO DAS FADAS (Le Royaume des Fées)

dir. Georges Méliès (16', França, cor, 1903) | Ficção


Colorido manualmente, este fascinante filme do precursor do cinema narrativo Georges Méliès é um dos primeiros a colocar em cena a figura da bruxa má. Na corte real, o príncipe Bal Azor apresenta a princesa Azurine, com quem pretende se casar, quando uma bruxa acompanhada de uma horda de demônios sequestra a princesa e a tranca em uma torre distante. Com a ajuda de fadas madrinhas, o príncipe faz uma incrível jornada por um reino mágico a fim de resgatar a sua amada.

 

HÄXAN - A FEITIÇARIA ATRAVÉS DOS TEMPOS (Häxan: Ett kulturhistoriskt föredrag i levande bilder)

dir. Benjamin Christensen (1922, 105', p&b, Suécia) | Ficção/Documentário


O lendário filme mudo do dinamarquês Benjamin Christensen aborda a história da feitiçaria e da demonologia ao longo dos séculos, tomando como ponto de partida a caça às bruxas na Idade Média. Um híbrido de documentário e ficção, o filme antecipa gêneros e abordagens narrativas - como o horror gótico e o docudrama - resultando em uma experiência singular na história do cinema.

 

O MÁGICO DE OZ (The Wizard Of Oz)

dir. Victor Fleming (101', EUA, cor, 1939) | Ficção


Um clássico atemporal lançado há mais de 80 anos. Após Dorothy e seu cachorro Toto serem apanhados por um tornado na sua cidade natal, eles são transportados para a terra mágica de Oz. Seguindo as indicações da bruxa boa do sul, Dorothy coloca sapatos mágicos de rubi e parte em busca do mago que a ajudará a voltar para casa, acompanhada por um grupo de novos amigos. No caminho, eles são perseguidos pela bruxa má do Oeste, determinada a roubar os sapatos da jovem.

 

DIAS DE IRA (Day of Wrath / Vredens dag)

dir. Carl Th. Dreyer (98', Dinamarca, p&b, 1943) | Ficção


Realizada durante a ocupação nazista da Dinamarca, essa obra prima de Carl Theodor Dreyer aborda o desamparo individual frente à repressão crescente e paranoia social. O filme se passa durante a perseguição das bruxas na Dinamarca do século XVII. Anne, a segunda esposa de um pastor, descobre que sua própria mãe, acusada de bruxaria, foi salva da fogueira em troca da sua mão em casamento. Apaixonada por seu enteado, Anne se vê dividida entre a culpa e o desejo de viver. Mas quebrar o rígido código moral da época pode ter sérias consequências.

 

SORTILÉGIO DO AMOR (Bell, Book and Candle)

dir. Richard Quine (103', EUA, cor, 1958) | Ficção

Comédia romântica com um elenco afiado que traz a dupla Kim Novak e James Stewart como protagonistas. No final da década de 1950, Gillian Holroyd é uma sedutora bruxa moderna que vive em Nova York. Quando ela conhece o seu vizinho, o editor Shepherd Henderson, decide fazer um feitiço para seduzi-lo. No entanto, Gillian acaba se entregando a essa relação improvável, o que apresenta um problema: ela perderá seus poderes caso venha a se apaixonar.

 

O COVIL DAS BRUXAS (The Witch's Cradle)

dir. Maya Deren (12', EUA, p&b, 1943] | Experimental

Curta-metragem silencioso e nunca finalizado da pioneira cineasta e coreógrafa ucraniana Maya Deren, feito em parceria com o artista surrealista Marcel Duchamp. Filmado na exposição "Art of this Century" (1942), na Galeria Guggenheim em Nova York, o trabalho dialoga com as forças do oculto em um intrincado jogo de formas e sensações, resultando em um poema fílmico às voltas com o intangível.

 

A MÁSCARA DE SATà(Black Sunday)

dir. Mario Bava (87', Itália, p&b, 1960) | Ficção

Estreia na direção de longas-metragens de Mario Bava e um de seus filmes mais conhecidos. Na Moldávia do século XVII, a malvada princesa Asa (interpretada por Barbara Steele, que se tornaria uma estrela do horror gótico italiano) é condenada à morte por bruxaria. Duzentos anos depois, dois médicos descobrem sua cripta e acidentalmente dão início à sua ressurreição. Com a ajuda de homens que ela cativa com seu beijo mortal, Asa busca possuir sua última vítima - a princesa Katia, sua própria descendente.

 

O MARTELO DAS BRUXAS (Witchhammer / Witches' Hammer / Kladivo na čarodějnice)

dir. Otakar Vávra (102', Tchecoslováquia, p&b, 1969) | Ficção


Do notório diretor da nouvelle vague tcheca Otakar Vávra, O Martelo das Bruxas acompanha os julgamentos de bruxas da Morávia do Norte nos anos 1670. Inspirada por documentos históricos e pelo infame livro Malleus Maleficarum, a história tem como foco o padre Kryštof Lautner, que se torna vítima da caça às bruxas depois de se opor aos seus processos.

 


TEMPORADA DAS BRUXAS 
(Season of the Witch / Hungry Wives / Jack's Wife)

dir. George A. Romero (90', EUA, cor, 1972) | Ficção

Segundo longa-metragem de George A. Romero (de A noite dos mortos vivos), o filme constrói uma investigação sensível do desejo feminino à luz dos movimentos feministas dos anos 1970 nos EUA. A dona de casa Joan Mitchell aparenta ter tudo o que sempre sonhou: família, amigos e uma linda casa equipada com os mais novos aparelhos eletrônicos. Mas quando uma vizinha lhe apresenta a prática da bruxaria, ela descobre o antídoto perfeito para sua monótona existência de esposa suburbana.

 

A DUPLA JORNADA (Double Day / La doble jornada)

dir. Helena Solberg (53', Argentina/Bolivia/México/Venezuela, cor, 1975) | Documentário

Filmado em fábricas no México e na Argentina, e em minas na Bolívia e Venezuela, A Dupla Jornada examina as condições da mão de obra feminina como força de trabalho na América Latina dos anos 1970. Um olhar sobre organização coletiva, autonomia e formas de resistência à tentativa de domesticação dos corpos femininos.

 

TRANSFORMATIONS

dir. Barbara Hirschfeld (9', EUA, p&b, 1976) | Ficção/Experimental

 

Realizado por um coletivo de mulheres de Vermont nos anos 1970 liderado pela realizadora Barbara Hirschfeld e a compositora Julia Haines. Uma hipnotizante ficção experimental feminista sobre um grupo de bruxas fazendo rituais de magia em diálogo com a natureza, em que cada aspecto da sua realização se torna um agente transformador.

 


SUSPIRIA

dir. Dario Argento (98', Itália, cor, 1977) | Ficção

Longa do mestre de terror italiano Dario Argento que dá início à chamada "Trilogia das Bruxas". Em Suspiria, quando Suzy Banner chega à escola de balé alemã em que sempre sonhou estudar, eventos perturbadores e uma série de assassinatos a levam a tentar desvendar segredos que podem estar ligados ao mundo sobrenatural. Exibição digital a partir da cópia restaurada em 4k.

 


A ÁRVORE DE ZIMBRO 
(The Juniper Tree)

dir. Nietzchka Keene (78', Islândia/EUA, p&b, 1990) | Ficção

Baseado no conto de fadas pouco conhecido dos Irmãos Grimm "The Juniper Tree", este filme imersivo e onírico é ambientado na Islândia medieval. Ele retrata a história de duas irmãs, Katla, e sua irmã mais nova Margit (interpretada pela cantora Björk), que fogem de casa após sua mãe ser queimada por bruxaria.

 

PRAISE HOUSE

dir. Julie Dash (28', EUA, cor, 1991] | Ficção/Performance


Curta da aclamada diretora Julie Dash (de Filhas do Pó) que combina elementos de teatro, dança e música baseados nos ritmos e rituais de origem africana, em uma ode à potência transformadora da arte. Fruto da colaboração com a coreógrafa Jawole Willa Jo Zollar e o grupo Urban Bush Women, o filme acompanha uma jovem inspirada a dançar por um espírito poderoso e criativo que só ela e sua avó podem ver, às voltas com a difícil relação com sua mãe e o peso da realidade.

 

AMORES DIVIDIDOS (Eve's Bayou)

dir. Kasi Lemmons (110', EUA, cor, 1997) | Ficção


Em seu primeiro longa-metragem, a diretora e roteirista americana Kasi Lemmons cria o potente retrato de uma família negra de classe média em uma Nova Orleans do início dos anos 1960. Por meio do olhar de uma criança, o filme apresenta a genealogia dos conhecimentos e dons femininos transmitidos por gerações de uma mesma comunidade, atravessada por uma magia secular de origem afro-caribenha.

 

FEITICEIRAS, MINHAS IRMÃS (Sorcières, mes soeurs)

dir. Camille Ducellier (31', França, cor, 2010) | Documentário


Quem são as mulheres que encarnam o perigo dos tempos? Aqui estão algumas das bruxas dos dias atuais que cruzaram o caminho da diretora, em cinco retratos captados em 16mm. Mulheres que não cederam à ordem religiosa ou viril, que preservaram seu poder espiritual e intelectual, que se recusaram a aceitar. Fazendo um ato de cura, conversando com a natureza ou celebrando Joana D'Arc, cada personagem oferece, aqui e agora, uma visão política desse arquétipo.

 

LA CABEZA MATÓ A TODOS

dir. Beatriz Santiago



Fonte: Objeto Sim. 


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