domingo, 9 de agosto de 2020

CCBB: 2ª Mostra de Cinema Egípcio Contemporâneo

 a mostra está em cartaz, até 23 de agosto, no site

http://www.cinemaegipcio.com


O segundo final de semana da 2ª Mostra de Cinema Egípcio Contemporâneo traz entre os destaques da programação um workshop de documentários, além de longas-metragens inéditos. A mostra, primeira totalmente on-line realizada pelo CCBB, acontece até o dia 23 de agosto no site www.cinemaegipcio.com, com acesso gratuito. O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

Entre os longa-metragens de ficção inéditos desta semana, a mostra apresenta Saída para o sol (2012), com sessões nos dias 10 e 11, estreia da diretora Hala Lotfy, também participou de diversos festivais, como os de Berlim e de Toronto, foi premiado no Festival de Abu Dhabi e no Festival de Cinema Africano de Milão, e mostra o cotidiano de duas mulheres que cuidam de um familiar doente. Nos dias 12 e 13 será exibido Eu tenho uma foto (2017), documentário de Mohamed Zedan que conta a história do cinema egípcio através da trajetória de Motawe Eweis, figurante que trabalhou em cerca de mil filmes, desde os anos 40 até hoje.

 

A programação traz ainda nas próximas semanas o filme de terror O elefante azul 2 (2019)de Marwan Hamed, o maior sucesso de bilheteria da história do cinema egípcio; e a comédia Como um palito de fósforo (2014), de Hussein Al Imam, que homenageia as grandes estrelas da Era de Ouro do cinema egípcio. 

 

2ª Mostra de Cinema Egípcio Contemporâneo apresenta 24 títulos produzidos entre os anos de 2011 e 2019, que revelam a nova geração de cineastas egípcios em documentários e ficções de diversos gêneros – da comédia ao terror, selecionados pelo produtor e curador Amro Saad, egípcio naturalizado brasileiro. 

 

Mergulhada no contexto pós 2011, a 2ª edição da Mostra apresenta a transformação da indústria cinematográfica egípcia. Evidencia a quebra de paradigmas e, principalmente, um novo olhar, que coaduna com a luta contínua pelas questões sociais, e avança para o entendimento e a percepção dos egípcios sobre sua própria identidade e estilo de vida. Com isso, soma ao debate dos direitos sociais a conscientização sobre o significado da vida”, comenta Amro Saad.

 

 

Programação até 23 de agosto:

 

 

Dia 9/08 – Domingo

17h – “Vila 69”. De Ayten Amin (Egito, 2013). 120 min.12 anos.

Hussein é um arquiteto em estado terminal, mas encantador, que desfruta de uma rotina solitária em sua antiga casa de família e de uma variedade de visitantes femininas. Sem perceber que seu passado está prestes a alcançá-lo, a irmã de Hussein e seu neto se mudam para casa, interrompendo um estilo de vida bem estabelecido e forçando-o a reexaminar suas ideias sobre vida, amor e família.

 

20h – “Mawlana”. De Magdi Ahmed Ali (Egito, 2016). 130 min.10 anos.

 

Dia 10/08 – Segunda-feira

19h – “Saída para o sol”. De Hala Lotfy (Egito, 2012). 96 min.12 anos.

Vencedor de vários prêmios internacionais, incluindo o Melhor Filme Africano no Festival de Cinema Africano de Milão, em 2013, o filme conta a história cotidiana de duas mulheres que cuidam de seu familiar doente.

 

22h – “Vila 69”. De Ayten Amin (Egito, 2013). 120 min.12 anos.

 

Dia 11/08 – Terça-feira

19h – “Decor”. De Ahmad Abdalla (Egito, 2014). 105 min.12 anos.

 A vida da designer egípcia Maha dá uma guinada quando ela se vê como uma pessoa completamente diferente - uma dona de casa. O filme mostra a solidão enfrentada por alguns que sofrem de doenças mentais, bem como os desafios enfrentados por seus entes queridos. 

Em preto e branco, o longa é um belo tributo à era de ouro do cinema egípcio das décadas de 1940 e 1950. O cineasta Ahmad Abdalla mostra muitas invenções estéticas que o justificaram como o líder do novo cinema egípcio independente.

 

22h – “Saída para o sol”. De Hala Lotfy (Egito, 2012). 96 min.12 anos.

 

Dia 12/08 – Quarta-feira

19h – “Eu tenho uma foto”. De Mohamed Zedan (Egito, 2017). 75 min. Livre.

Com a ajuda de El Homossany, um dos mais antigos diretores assistentes do Egito, Zedan, um jovem cineasta independente, realiza um documentário sobre Motawe Eweis, que trabalhou como figurante em cerca de mil filmes no cinema egípcio dos anos quarenta até agora.

 

22h – “Decor”. De Ahmad Abdalla (Egito, 2014). 105 min.12 anos.

 

Dia 13/08 – Quinta-feira

17h – Palestra

 

19h – “Mensagens do mar”. De Daoud Abdel Sayed (Egito, 2010). 134 min.12 anos.

Após a morte de sua mãe, Yehia decide voltar para Alexandria, o lugar onde ele cresceu e se apaixonou. Desiste do emprego de médico e começa a pescar. Ele aprende muito com as histórias de outras pessoas e descobre o significado da vida enquanto medita no mar.

 

22h – “Eu tenho uma foto”. De Mohamed Zedan (Egito, 2017). 75 min. Livre.

 

Dia 14/08 – Sexta-feira

19h – “O elefante azul 1”. De Marwan Hamed (Egito, 2014). 170 min. 16 anos.

Após cinco anos afastado, o psiquiatra Dr. Yehia retorna ao seu trabalho apenas para encontrar seu amigo universitário, Sherif , que acabou de chegar para avaliação mental e psicológica por ser acusado de assassinato. Tentando ajudá-lo, Yehia desvenda mistérios que nunca pensou que existissem.

 

22h – “Mensagens do mar”. De Daoud Abdel Sayed (Egito, 2010). 134 min.12 anos.


Dia 15/08 – Sábado

17h – “Não me beije”. De Ahmad Amer (Egito, 2017). 103 min.12 anos.

Uma sensual estrela de cinema decide seguir um caminho mais religioso, mas o mundo do entretenimento e seus fãs têm opiniões diferentes sobre sua escolha.

 

20h - “O elefante azul 1”. De Marwan Hamed (Egito, 2014). 170 min. 16 anos.

 

Dia 16/08 – Domingo

17h – “Verde seco”. De Mohammed Hammad (Egito, 2016). 73 min. 14 anos.

Iman é uma jovem religiosa conservadora que se incomoda com a opinião dos outros sobre ela e que mantém uma posição rígida sobre a extinção das tradições sociais. Uma terrível descoberta, no entanto, irá fazê-la abandonar todas as tradições às quais um dia foi tão apegada.

 

20h – “Não me beije”. De Ahmad Amer (Egito, 2017). 103 min.12 anos.

 

Dia 17/08 – Segunda-feira

19h – “Como um palito de fósforo”. De Hussein Al Imam (Egito, 2014). 84 min. 10 anos.

Uma comédia para homenagear as super estrelas da Era de Ouro do cinema egípcio. O enredo combina cenas, em preto e branco, estreladas por 21 atores da época com outras cenas escritas e estreladas por Al Imam. O produto final leva à redescoberta dos atores da idade de ouro em um contexto totalmente novo.

 

22h – “Verde seco”. De Mohammed Hammad (Egito, 2016). 73 min. 14 anos.

 

Dia 18/08 – Terça-feira

19h – “Fora do comum”. De Daoud Abdel Sayed (Egito, 2014). 133 min. 12 anos.

Um médico tira férias em Alexandria quando sua pesquisa sobre a existência de poderes psíquicos em humanos deixa um espaço em branco. Ele se instala em uma pousada à beira-mar, lar de um grupo excêntrico de personagens.

 

22h – “Como um palito de fósforo”. De Hussein Al Imam (Egito, 2014). 84 min. 10 anos.

 

Dia 19/08 – Quarta-feira

19h – “Caos e desordem”. De Nadine Khan (Egito, 2012). 77 min. 12 anos.

Manal, Zaki e Mounir estão na faixa dos vinte anos. Vivem em uma comunidade caótica, próxima a um depósito de lixo, onde suas necessidades básicas são minimamente atendidas. Sob esta desordem social, existe uma camada de relações problemáticas em que se misturam amor, decadência e uma disputa entre Zaki e Mounir pelo amor de Manal. Uma competição cujo resultado será decidido por uma partida de futebol.

 

22h – “Fora do comum”. De Daoud Abdel Sayed (Egito, 2014). 133 min. 12 anos.

 

Dia 20/08 – Quinta-feira

19h - “A girafa”. De Ahmed Magdy (Egito, 2018). 75 min. 14 anos.

Ahmed percorre a paisagem noturna do Cairo ansioso por conseguir dinheiro para pagar pelo aborto de uma jovem - um procedimento que deve ocorrer imediatamente. Ele se depara com um grupo intrigante de jovens, liderado por uma mulher que tem como objetivo resolver o enigma em torno de uma girafa que supostamente está escondida no zoológico do Cairo. À medida que uma cadeia absurda de eventos se desenrola, Ahmed se distrai de sua missão.

 

22h – “Caos e desordem”. De Nadine Khan (Egito, 2012). 77 min. 12 anos.

 

Dia 21/08 – Sexta-feira

19h – “O elefante azul 2”. De Marwan Hamed (Egito, 2019). 130 min. 16 anos.

Um novo preso no hospital psiquiátrico vira a vida do Dr. Yehia de cabeça para baixo. Ele prenuncia que a morte de toda a sua família está a apenas três dias. Yehia então usa as pílulas de elefante azul na tentativa de controlar as coisas e resolver os quebra-cabeças que ele enfrenta. O longa se tornou o filme egípcio com maior bilheteria na história do cinema egípcio.

 

22h – “A girafa”. De Ahmed Magdy (Egito, 2018). 75 min. 14 anos.

 

Dia 22/08 – Sábado

17h - “Mawlana”. De Magdi Ahmed Ali (Egito, 2016). 130 min.10 anos.

20h – “O elefante azul 2”. De Marwan Hamed (Egito, 2019). 130 min. 16 anos.

 

Dia 23/08 – Domingo

16h30 - Encerramento / vídeo dos melhores momentos  (disponível por 24h)

17h - “Fotocópia”. De Tamer Ashry (Egito, 2017). 90 min.10 anos.

20h – “Mensagens do mar”. De Daoud Abdel Sayed (Egito, 2010). 134 min.12 anos.

 

 

  

SERVIÇO

 

2ª Mostra de Cinema Egípcio Contemporâneo

29 de julho a 23 de agosto de 2020 

 

Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil

Curadoria: Amro Saad 

Produção: Orientse

 

Acesso à Mostra: cadastro gratuito pelo http://www.cinemaegipcio.com

 

Centro Cultural Banco do Brasil 

#CCBBemCasa

Acesso às ações e links de outra atividades digitais:

www.bb.com.br/cultura e redes sociais dos CCBBs

 


Fonte: Claudia Machado de Oliveira


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