sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Documentários premiados e estreias na programação de filmes da TV BRASIL (20 a 29 de Janeiro)


Na segunda-feira (23), às 23h, vai ao ar o inédito documentário “Uma Lulik”, sobre a construção de casas sagradas no Timor-Leste, tradição retomada depois de o país se libertar da dominação indonésia.

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Sexta-feira, 20 de janeiro
Barra 68 – sem perder a ternura
22h30, na TV Brasil
 Ano: 2001. Gênero: documentário. Direção: Vladimir Carvalho. Narração: Othon Bastos. Entrevistados: Oscar Niemeyer, Roberto Salmeron, Jean-Claude Bernardet, Ana Miranda, Marcos Santilli, Cacá Diegues, José Carlos de Almeida Azevedo.


O documentário “Barra 68 – sem perder a ternura” mostra a luta de Darcy Ribeiro no início dos anos 1960 para criar e implantar a Universidade de Brasília.

 A produção também resgata as repetidas agressões sofridas pela UnB, desde o golpe de 1964 até os acontecimentos de 1968, quando tropas militares ocuparam o campus, prendendo e atirando nos estudantes, sendo que 500 deles foram presos numa quadra de esportes. A crise culmina no Ato Institucional nº 5, o AI-5, que fechou o Congresso Nacional.

 O filme narrado por Othon Bastos, conta com depoimentos de Oscar Niemeyer, Roberto Salmeron, Jean-Claude Bernardet, Ana Miranda, Marcos Santilli, Cacá Diegues, José Carlos de Almeida Azevedo e familiares de Honestino Guimarães.

 Dirigido por Vladimir Carvalho, o longa foi premiado nos festivais de Brasília, Fortaleza e Recife. A produção também foi selecionada nos festivais internacionais de São Paulo, Havana e Friburg (Suíça).

 Inédito. 82 min.
Classificação Indicativa: 12 anos
Horário: 22h30


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Domingo, 22 de janeiro
Augustas
19h30, na TV Brasil



Ano: 2012. Gênero: drama. Direção: Francisco César Filho, com Mário Bortolotto, Caroline Abras, Georgina Castro, Guta Ruiz, Maíra Chasseraux, Selma Egrei, Henrique Schafer, Juliano Cazarré, Milhem Cortaz, Fernando Bezerra, Paula Pretta, Dionísio Neto, Ziza Brisola, Gustavo Brandão, Fioravante Almeida e Phedra de Córdoba


Na mítica Rua Augusta em São Paulo, o jornalista Alex (Mário Bortolotto) busca respostas para suas angústias. O protagonista mergulha no universo da prostituição e em rituais neoxamânicos. É nesse contexto que se desenrola a trama do filme “Augustas”. No elenco, a história traz nomes como Juliano Cazarré e Milhem Cortaz, sob a direção do cineasta Francisco César Filho.

O longa é baseado no livro “A Estratégia de Lilith”, de Alex Antunes & Sish. A película brasileira tem como principais referências as produções do Cinema Marginal, lançadas entre o final da década de 1960 e o início dos anos 1970. As filmagens foram realizadas em um período de quatro semanas, utilizando a própria rua Augusta como locação, em cenas diurnas e noturnas.

Augustas” marca a estreia no longa-metragem do cineasta e diretor de televisão Francisco César Filho. Ele é o responsável por diversos documentários premiados no Brasil e no exterior. Em 2012, Francisco lançou seus dois primeiros filmes: “Augustas” e o documentário “Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!”, em parceria com Ninho Moraes.

Reprise. 79 min.
Classificação Indicativa: 16 anos
Horário: 19h30
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Segunda-feira, 23 de janeiro

Uma Lulik
23h, na TV Brasil
País: Timor-Leste. Ano 2009. Duração: 52min. Direção: Victor Sousa. Coprodução: Victor Sousa – IDA – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP
Na tradição timorense, a Uma Lulik (Casa Sagrada) é o centro, o cordão umbilical entre passado e presente. Para os vivos, é uma reserva segura de memória e sabedoria antiga. Para os mortos, é o local onde o tempo não passa, onde a história se renova.

Esta é a história da construção de uma dessas casas sagradas, contada por um timorense.

Em “Uma Lulik”, o realizador Victor de Sousa transporta-nos ao universo dos antepassados, presenças inquestionáveis, sentidas, palpáveis em cada objeto nascido da terra e da memória coletiva. 

Após a destruição de grande parte das Casas Sagradas durante 24 anos de ocupação Indonésia, a reconstrução da identidade nacional passa pelas aldeias e pelas montanhas, onde o sagrado, pouco a pouco, volta ao seu lugar, à sua casa.

Parte integrante do Programa CPLP Audiovisual, o Programa Nossa Língua é uma iniciativa dos estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a composição de uma faixa comum de programação a ser difundida simultaneamente nos diversos territórios nacionais, composta por documentários com uma visão contemporânea da diversidade cultural, social e política do mundo de língua portuguesa.

Inédito. 52 min.
Classificação Indicativa: 18 anos
Horário: 23h
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Terça-feira, 24 de janeiro

A vizinhança do Tigre
22h30, na TV Brasil
Ano: 2014. Gênero: drama social. Direção: Affonso Uchôa, com Aristides de Souza, Eldo Rodrigues, Adilson Cordeiro, Maurício Chagas e Wederson Patrício.
Juninho, Menor, Neguinho, Adilson e Eldo são jovens moradores do bairro Nacional, periferia de Contagem, em Minas Gerais. Divididos entre o trabalho e a diversão, o crime e a esperança, cada um deles terá de encontrar modos de superar as dificuldades e domar o tigre que carregam dentro das veias.

Dirigido por Affonso Uchôa, o drama social “A Vizinhança do Tigre” conquistou diversos prêmios em festivais brasileiros de cinema.

O longa foi reconhecido com o Prêmio de Melhor Filme pelo Júri Oficial e pela Crítica na Mostra de Tiradentes. Também ganhou o Prêmio de Melhor Filme no Festilval Olhar de Cinema (Curitiba), no Cachoeira DOC (Bahia) e no Fórum DOC BH.

A produção ainda foi lembrada com o Prêmio Nova Mirada, na Semana dos Realizadores (Rio de Janeiro).



Inédito. 94 min.

Classificação Indicativa: 16 anos
Horário: 22h30

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Quinta-feira, 26 de janeiro.

Lara
22h30, na TV Brasil
Ano: 2002. Gênero: drama. Direção: Ana Maria Magalhães, com Christine Fernandes, Caco Ciocler, Maria Manoela, Tuca Andrada, Emílio de Melo, Mariana Lima, Gilberto Gawronski, Monique Lafond, Marcos Caruso.



O drama “Lara” conta a agitada história da atriz Odete Lara, considerada uma das musas do Cinema Novo. Dirigido por Ana Maria Magalhães, a cinebiografia lançada em 2002 traça um panorama sobre a vida e a obra da artista que faleceu em 4 de fevereiro de 2015.


Filha de um operário italiano, a artista saiu da periferia de São Paulo para tornar-se a Deusa Loira do cinema brasileiro. Com trilha sonora de Dori Caymmi, o longa se baseia em diferentes momentos de sua trajetória para fazer um retrato de mulher, de uma geração e do mundo em que ela construiu a sua carreira.

A estonteante beleza de Odete Lara lhe abriu muitas portas, mas rapidamente seu talento também foi reconhecido. Ela começou fazendo desfile de moda – apesar de ter apenas 1,60m de altura –, foi garota propaganda da TV Tupi antes de ser atriz do teatro onde conheceu o sucesso.

Do teatro ao cinema foi um pulo. O cinema deu a Odete o status de estrela. Ela se tornou uma das mulheres mais cobiçadas do país. Apesar disso, o sucesso não trouxe felicidade. Ela teve várias relações amorosas decepcionantes e destrutivas.

A trama tem como pano de fundo os 30 tumultuados e mais importantes anos da vida brasileira no século passado: dos anos 1930 a meados dos anos 1970. Três atrizes interpretam Odete Lara em épocas diferentes de sua vida. Luanne Louback faz Odete criança, Maria Manoella é a adolescente e Christine Fernandes é a atriz adulta. Caco Ciocler protagoniza Guima, o personagem masculino mais importante na vida de Odete.

Na infância, Lara Brandini (Christine Fernandes) era uma menina depois da morte de sua mãe por suicídio. Durante a adolescência, ela viveu em uma pensão modesta com seu pai, Francesco (Camilo Bevilacqua). Ao crescer e se tornar atriz, Lara passa a viver com Guima (Caco Ciocler), um dramaturgo que teve sua peça teatral censurada pelo governo. Após a liberação do espetáculo, o texto é montado com Lara no elenco, mas logo depois ela e Guima se separam.

Em busca da ascensão profissional, a artista se dedica totalmente à carreira e acaba sendo premiada como a melhor atriz do ano, até descobrir que o sucesso artístico não a fizera feliz como almejava ser.
Reprise. 107 min.
Classificação Indicativa: 16 anos
Horário: 22h30

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Sábado, 28 de janeiro


Meu Brasil

16h30, na TV Brasil
Ano: 2007. Gênero: documentário. Direção: Maria Clara Escobar, com Leonardo Boff, Frei Betto, Ignácio Ramonet, Eduardo Galeano, José Saramago, Gilberto Gil.
O que leva alguém a lutar contra todos os tipos de discriminação, enfrentando intensa pressão do tráfico de drogas e de partidos políticos, com o único objetivo de melhorar a condição de vida de sua comunidade? O longa “Meu Brasil” se propõe a responder esta questão acompanhando o difícil cotidiano de três líderes comunitários.

Gaúcha, cujo sonho era ser cantora, vem do Rio Grande do Sul para o Rio de Janeiro à procura de uma vida melhor. Trabalhando como cozinheira na casa da família de Irineu Marinho, ela começa a se politizar. Já o carismático instrutor de mergulho Carlos, depois de sofrer uma grande desilusão amorosa, tenta reerguer sua autoestima promovendo ecologia e cidadania nas favelas. Enquanto isso, a corajosa travesti Juliana luta pela implementação do terceiro banheiro na pequena cidade de Três Rios.

Em busca de seus ideais, eles embarcam para Porto Alegre com outros 30 líderes comunitários numa surpreendente jornada ao Fórum Social Mundial, o maior evento global sobre temas relacionados à justiça social.
Dirigido por Daniela Broitman, o documentário “Meu Brasil” narra a história de líderes comunitários e as dificuldades enfrentadas para chegar ao Fórum Social Mundial de 2005. Questões sobre cidadania e consciência social são comentadas em meio à narrativa da trajetória dessas pessoas.

O filme recebeu o Prêmio Júri Popular de Melhor Documentário no Cinesul-Festival-Íbero-Americano de Cinema e Vídeo. A produção foi selecionada para o Encounters South African Internationtal Documentary Festival e para o Festival de Criatividade de Florença.

Reprise. 70 min.
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 16h30
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Sábado, 28 de janeiro



Homenagem a Roberto Werneck

17h45, na TV Brasil
Ano: 2016. Gênero: documentário. Direção: Paula Saldanha. Texto: Adriana Lunardi. Narração: Paulo Betti. Imagens: Roberto Werneck, Pedro Werneck, Tadeo Saldanha e Lucas Saldanha. Edição: Tauana Carlier. Produção: Paula Saldanha.
Em tributo ao biólogo e documentarista Roberto Werneck, que faleceu no dia 30 de julho, aos 65 anos, a TV Brasil apresenta o documentário inédito “Homenagem a Roberto Werneck”, sobre o legado deixado em quatro décadas dedicadas ao registro do país e de suas populações.

Com depoimentos do próprio Roberto Werneck e de sua esposa, Paula Saldanha, o especial de fim de ano da emissora pública faz um balanço das questões socioambientais do país, dos anos 1970 até hoje. O documentário é baseado em duas obras anteriores: “Paixão de Documentar” e “Registros de uma Paixão”, dirigidos pelo filho do casal, o documentarista Pedro Werneck.

Narrado pelo ator Paulo Betti, o filme tem texto da escritora e roteirista Adriana Lunardi. Com sensibilidade, Paula Saldanha mostra a paixão de seu companheiro, Roberto Werneck, em documentar o Brasil. Seu trabalho persistente, sistemático e apaixonado gerou um vasto acervo de filmes, vídeos e fotos das diversas regiões do país, de seu povo e sua cultura.

Biólogo de formação, Werneck iniciou seu trabalho de documentação do Brasil em 1977. Em 1979, fundou a produtora RW Cine, com a jornalista e escritora Paula Saldanha. Com equipamentos de cinema, inicialmente,Roberto viajava para captar o que acontecia em cada região e “alimentava” vários programas e campanhas da televisão brasileira.

Os projetos de Roberto Werneck buscavam mostrar ao grande público a conjuntura do país, de norte a sul, leste a oeste. Nas reportagens especiais que produziu, ele sempre abordou de forma contundente as questões socioambientais, para mobilizar os governos e a sociedade, em geral. Exibidos em emissoras de televisão nos Estados Unidos e Europa, vários documentário foram premiados em festivais do país e exterior.

Em parceria com Paula Saldanha, Roberto Werneck realizou grandes reportagens e programas para as principais canais de televisão do país. Na Rede Globo, desenvolveu produções especiais para o Fantástico e o pioneiro Globinho Repórter, uma das primeiras atrações a tratar de ecologia para crianças. Já na Manchete, o programa Terra Azul. Na antiga TVE, atual TV Brasil, liderou com Paula Saldanha o programa Expedições há mais de duas décadas no ar, hoje sob a direção do filho Lucas Saldanha.



Inédito. 30 min.

Classificação Indicativa: Livre
Horário: 17h15
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Domingo, 29 de janeiro



O fim do sem fim

19h30, na TV Brasil
Ano: 2008. Gênero: documentário. Direção: Joel Zito Araújo.
O documentário “O Fim do Sem Fim”, dirigido pelo trio Lucas Bambozzi, Beto Magalhães e Cao Guimarães, tem como pano de fundo o iminente desaparecimento de certos ofícios e profissões no Brasil.

Rodado em 16 mm, super 8 e DV nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Ceará, o filme é um mergulho na inventividade e resistência do brasileiro diante das mudanças tecnológicas e culturais.

Os diretores percorreram 40 cidades para escolher seus entrevistados, entre eles um fotógrafo lambe-lambe, uma parteira, um lanterninha de cinema, um recarregador de isqueiros, um maestro de galos, um sineiro e um "benshi", espécie de narrador que atuava nos cinemas japoneses em São Paulo na época do cinema mudo.
O filme venceu o prêmio de Renovação de Linguagem, no Festival É Tudo Verdade de 2001.
Reprise. 92 min.
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 02h30




Fonte: Ricardo Ribeiro / Jornalista/ Gecom-RJ/ TV BRASIL

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