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domingo, 20 de março de 2016

"Narradores de Javé" e o documentário "Militares da democracia" são os destaques da semana na TV Brasil (24 a 27 de março)

O premiado longa de Eliane Caffé resgata a importância da memória oral do povo nordestino. 

Nesta semana, a TV Brasil exibe filmes e documentários nacionais, premiados em festivais no Brasil e no exterior, além de produções da Nicarágua. Entre os temas abordados, os jogos olímpicos e a ênfase sobre a importância da memória nacional, através dos registros da cultura popular e do resgate das memórias repudiadas, sufocadas pelos regimes ditatoriais.  

Na quinta (24), às 19h, o filme "1932 - As incríveis histórias de um navio fantasma" conta a saga da delegação brasileira chegar aos Jogos Olímpicos de Los Angeles. 

No próximo sábado (26), às 15h, o documentário nacional "O samurai brasileiro – a história de Chiaki Ishii" revela a trajetória do primeiro medalhista olímpico do judô para o país. Às 22h, vai ao ar o documentário "Militares da Democracia", de Silvio Tendler. Na madrugada para domingo, à 0h15, o longa da Nicarágua "Miskitu" mostra os desafios de um povo indígena da América Central. Em seguida, à 1h15, a atração é o premiado drama nacional "Narradores de Javé", com grande elenco.

No domingo (27), vão ao ar duas produções brasileiras. Primeiro, às 16h30, a comédia "A Banda das Velhas Virgens", com Amácio Mazzaropi. Já à 1h30, o sensível drama "Esses Moços", dirigido por José Araripe Jr., encerra a programação de filmes da emissora.
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Quinta-feira, 24 de março

1932 – As incríveis histórias de um navio fantasma
19h00, na TV Brasil

Ano de estreia: 2013. Gênero: documentário. Direção: André Pires Bomfim e Gustavo Rosa de Moura.

Em meio à Grande Depressão, Los Angeles prepara-se para sediar uma Olimpíada dos sonhos em 1932 na terra do cinema. Longe dos holofotes, uma delegação tropical faz de tudo para entrar em cena.

É que a crise financeira no Brasil também fez a diferença nos Jogos e os atletas brasileiros viajaram para Los Angeles financiados pelo governo do país a bordo de um cargueiro, em troca de trabalho.

O documentário “As incríveis histórias de um navio fantasma” conta os desafios enfrentados pela delegação brasileira daqueles jogos: a viagem em um navio carregado de café, a falta total de recursos, o despreparo técnico e emocional, o esforço e a superação. Mesmo não ganhando nada naquela edição dos Jogos Olímpicos, a participação brasileira deu muito o que falar.

Reprise. 26 min.
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 19h00



Sábado, 26 de março

O samurai brasileiro – a história de Chiaki Ishii
15h00, na TV Brasil
Ano de estreia: 2013. Gênero: documentário. Direção: Bruno Tinoco e Eduardo Levy.

Poucos são os atletas que competem em altíssimo nível. Alguns chegam ao pódio; pouquíssimos se tornam campeões. Talvez até conquistem fama. Raros, no entanto, são aqueles que transcendem essas conquistas e alcançam uma glória maior: o respeito e a admiração unânimes daqueles que vivem e amam seu esporte.

Assim é com Chiaki Ishii, dono da primeira das 19 medalhas olímpicas do judô brasileiro. O ídolo de todos os ídolos desse esporte. Um homem que se colocou atrás dos holofotes e passou a iluminar o caminho daqueles que viriam depois dele.

Dirigido por Bruno Tinoco e Eduardo Levy, o documentário “O samurai brasileiro – a história de Chiaki Ishii” é sobre sua fantástica jornada como homem e atleta. Hoje com 73 anos e no 9° Dan, Ishii entrou para história do esporte após conquistar a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, o primeiro pódio do Brasil no judô.

Inédito. 26 min.
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 15h00



Sábado, 26 de março

Militares da Democracia

22h00, na TV Brasil

Ano: 2014. Gênero: documentário. Direção: Silvio Tendler. Produção: Ana Rosa Tendler. Locução: Eduardo Tornaghi.


Eles lutaram pela Constituição, pela legalidade e contra o golpe de 1964, mas a sociedade brasileira pouco ou nada sabe a respeito dos oficiais que, até hoje, ainda buscam justiça e reconhecimento na história do país.

O documentário “Militares da Democracia” resgata, através de depoimentos e registros de arquivos, as memórias repudiadas, sufocadas e despercebidas dos militares perseguidos, cassados, torturados e mortos, por defenderem a ordem constitucional e uma sociedade livre e democrática.

O cineasta Silvio Tendler mescla fatos documentais e ficcionais sobre o período da ditadura militar no país. A narrativa destaca a participação dos militares que lutaram pela democracia, mas que ainda não são conhecidos pelas novas gerações.

Com produção de Ana Rosa Tendler e locução de Eduardo Tornaghi, o filme retoma o percurso de vários grupos de militares que muito antes do golpe de 1964 já vinham se organizando por novos direitos, melhores condições de trabalho, e na defesa de uma sociedade melhor. E como, a partir de 1964, esses distintos grupos passaram a ser tratados, sofrendo represálias, como a perda do direito de usar a farda, de seus direitos trabalhistas, assim como foram impedidos de exercer suas atividades profissionais.

Reprise. 88 min.
Classificação Indicativa: 12 anos
Horário: 22h00


Sábado, 26 de Março (madrugada de sábado para domingo)

Miskitu
00h15, na TV Brasil

Título original: Miskitu. País de origem: Nicarágua. Ano de estreia: 2014. Gênero: documentário. Direção: Rebeca Arcia.

O documentário apresenta a cultura e a migração do povo miskito. A produção acompanha três personagens através dos quais é possível compreender a trajetória de uma população tradicional que luta por conservar sua identidade, mesmo estando fora de sua comunidade natal.

O longa conta a história de três indígenas miskitos que migram para Manágua, a capital da Nicarágua. Um jovem universitário, um reverendo e uma mulher promotora da leitura introduzem o telespectador nas tradições e no contexto do povo miskitu.

Os miskitos são o maior povo originário da Nicarágua que sobreviveu à colonização espanhola e inglesa. Atualmente, estimam-se que mais de 120 mil miskitos vivam somente no território nicaraguense, sendo que, destes, mais de seis mil emigraram a Manágua.

O filme tem como cenários o litoral caribenho da Nicarágua onde habita o povo e Manágua, a capital do país, cidade a que muitos emigram em busca de melhores oportunidades, mostrando esse contraponto entre o Pacífico e o Caribe, tanto em paisagens, cultura e arquitetura.

A língua miskita é o elemento cultural que mais identifica os miskitos e, por isso, a diretora Rebeca Arcia rodou as histórias em língua miskita, a fim de “contribuir para mantê-la viva e que se escute este idioma na América Latina através deste documentário”, sendo palavras da cineasta. “Miskitu” é o longa de estreia da jovem Rebeca Arcia

Inédito. 52 min.
Classificação Indicativa: 14 anos
Horário: 00h15


Sábado, 26 de Março (madrugada de sábado para domingo)

Narradores de Javé
01h15, na TV Brasil

Ano: 2003. Gênero: drama. Direção: Eliane Caffé, com José Dumont, Nelson Xavier, Matheus Nachtergaele, Rui Rezende, Gero Camilo, Luci Pereira, Silvia Leblon, Nelson Dantas, Orlando Vieira, Roger Avanzi, Alessandro Azevedo, Mário César Camargo, Benê Silva, Maurício Tizumba, Henrique Lisboa, Maria Dalva Ladeia, Altair Lima.

Os moradores de Javé, povoado ameaçado de extinção, unem-se para reconstruir sua história com testemunhos da memória oral. Eles o fazem com muito humor e picardia, ora com grandeza épica, ora com deboche. O presepeiro Antônio Biá (José Dumont) faz as vezes de um Homero sertanejo.

Nada mudaria a rotina do pequeno vilarejo de Javé não fosse a ameaça repentina de sua extinção: Javé deverá desaparecer inundado pelas águas de uma nova hidrelétrica. Diante da terrível notícia, a comunidade decide ir à luta.

A população coloca em prática estratégia inusitada e original: escrever dossiê que documente os "grandes" e "nobres" feitos da história do povoado e assim justificar sua preservação. Se até hoje ninguém preocupou-se em escrever a verdadeira história de Javé, tal tarefa será executada pelos próprios habitantes.

Como os moradores do vilarejo são bons contadores de histórias, mas mal sabem escrever o próprio nome, faz-se necessário conseguir escrivão à altura do empreendimento. É designado, então, Antônio Biá, personagem anárquico, de caráter duvidoso, porém o único no povoado capaz de escrever com fluência.

Apesar de polêmico, ele terá a permissão de todos para ouvir e registrar os relatos mais importantes. Tarefa difícil, pois nem sempre os habitantes concordam sobre qual, dentre todas as versões, deverá prevalecer na memória do povoado.

Na construção deste dossiê, inicia-se duelo poético entre os contadores que disputam com suas histórias – muitas vezes fantásticas e lendárias – o direito de permanecer no patrimônio de Javé.

Dirigido por Eliane Caffé, o drama nacional “Narradores de Javé” conquistou diversos prêmios em festivais no Brasil e no exterior. O longa recebeu sete troféus Calunga no Cine PE nas categorias Melhor filme, Melhor ator (José Dumont), Melhor atriz coadjuvante (Luci Pereira), Melhor ator coadjuvante (Gero Camilo), Melhor montagem (Daniel Rezende), Melhor som (Miriam Biderman) e Melhor direção (Eliane Caffé). O drama também levou o Prêmio Gilberto Freyre, atribuído pela Fundação Gilberto Freyre, do Recife.


Já no Festival do Rio, a produção foi reconhecida em três categorias: Melhor filme pelo Júri Oficial, Melhor filme pelo Júri Popular e Melhor ator (José Dumont). No Festival de Bruxelas, “Narradores de Javé” foi o vencedor do Prêmios de Melhor filme e Roteiro. Já no Festival de Fribourg (Suíça), o longa conquistou o Prêmio da Crítica. O longa participou da seleção oficial do Festival de Roterdã (Holanda).

Inédito. 100 min.
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 01h15


Domingo, 27 de março

A Banda das Velhas Virgens
16h30, na TV Brasil

Ano de estreia: 1979. Gênero: comédia. Direção: Pio Zamuner e Amácio Mazzaropi, com Amácio Mazzaropi, Geny Prado, André Luiz Toledo, Gilda Valença, José Velloni.


No longa "A Banda das Velhas Virgens", Mazzaropi é um caipira que tem o sugestivo nome de Gostoso. Ele é o maestro de uma hilariante bandinha feminina formada por senhoras idosas e beatas. Orgulho da pequena cidade, a banda é mantida pelos donativos recolhidos pela igreja.

Os filhos de Gostoso se envolvem com os do patrão e ele resolve sair da fazenda para evitar perseguições. Expulso das terras onde vive, Gostoso recomeça a vida na cidade, indo morar em um depósito de ferro-velho na cidade. Ao encontrar um saco de joias ele é acusado de roubo e tem que fazer de tudo para provar sua inocência. Como o querido caipira vai se safar dessa vez?

Reprise. 100 min.
Classificação Indicativa: Livre.
Horário: 16h30


Domingo, 27 de março (madrugada de domingo para segunda-feira)

Esses Moços
01h30, na TV Brasil

Ano: 2004. Gênero: drama. Direção: José Araripe Jr., com Inaldo Santana, Chaeind Santos, Flaviana Silva, Manfredo Bahia, Neyde Moura, Rita Santana, Edmilson Barros (Mimí), Francisco Pithon, Bertho Filho, Lázaro Machado, Gideon Rosa, Agnaldo Lopes, Carlos Betão, Roberto Sales, Andréa Duque, Arly Arnaud, Fafá Pimentel, Celso Jr., Rai Alves.

Darlene e Daiane, duas meninas que fogem do interior chegam à cidade baixa em Salvador e encontram Diomedes, um senhor idoso que foi agredido e está desmemoriado.

Juntos, o trio explora a cidade. Diomedes conduz as meninas através da estrada de ferro para o seu mundo, onde inocência e dor compõe a música do tempo. A jornada que viverão em 48 horas mudará o rumo de suas vidas.

O drama dirigido por José Araripe Jr. Teve sua música tema interpretada por Gilberto Gil.




Reprise. 84 min.
Classificação Indicativa: 12 anos
Horário: 01h30
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FonteFernando Chaves /Coordenador de Comunicação

Gerência de Comunicação
Empresa Brasil de Comunicação|TV Brasil

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