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domingo, 17 de dezembro de 2017

'Star Wars: os últimos Jedi' questiona o mito, as relações de poder e faz homenagem a Carrie Fisher


O novo "Star Wars: os últimos Jedi" vai emocionar os fãs da saga. Último episódio com a presença viva da atriz Carrie Fisher como a princesa Leia Organa, o longa  é uma aventura épica que reúne os personagens da trilogia original (1977-1983) e de O despertar da força (2015). Com direção e roteiro de Rian Johson, o filme traz de volta a magia de George Lucas discutindo nada menos que o significado do mito, o papel do herói e as relações de poder. Com revelações surpreendentes retoma o espetáculo da saga, com a presença marcante do personagem Luke Skywalker como o último remanescente dos mestres Jedi.

O filme é a continuação do episódio VII- O Despertar da Força, em que a personagem Rey (Daisy Ridley) vai ao encontro de Luke Skywalker (Mark Hamill), que está recluso num planeta distante. Em nome da General Lea Organa, a jovem pede que ele retorne para ajudar a Rebelião a enfrentar a força militar da Primeira Ordem, sucessora do antigo Império Galáctico. Ela também quer compreender o poder da força que despertou nela e ser uma discípula do mestre Jedi.

O que mais impressiona no filme, além dos efeitos visuais, é que Rian Johson conseguiu construir um roteiro que consegue entrelaçar as histórias dos novos e antigos personagens com grande maestria. Neste universo ficcional, as paixões e dilemas humanos, do poder das trevas e da luz, em constante conflito, é mais uma vez colocado em xeque. Se na trilogia original Luke Skywalker percebia o conflito em Darth Vader, desta vez é Rey quem tentará recuperar Kylo Ren (Adam Driver) da dominação do líder supremo Snoke (Andy Serkis).

No episódio VIII encontramos Skywalker transformado. Ele questiona o mito e o papel do herói, com descrença nas relações de poder construídas a partir da simbologia dos Jedi, da rebelião e da Primeira Ordem. O personagem mais uma vez nos surpreende, mostrando que a sabedoria vem da humildade e de um aprendizado constante, originado também da falha humana. Acreditar é o primeiro passo para alcançar a superação e, para isso, é necessário vencer as desilusões e o medo, enfrentando os desafios constantes. 


O filme também apresenta novos personagens: Almirante Holdo (Laura Dern), Rose Tico (Kelly Mari Tran) e DJ (Benício Del Toro). Apesar de coadjuvantes, eles possuem funções importantes neste episódio, ainda que personifiquem estereótipos das relações de poder, não apenas entre mocinhos e bandidos, mas de gênero e etnia. Sacríficios, paixões e armadilhas são apenas alguns dos resultados de suas ações. 


O filme tem sequências memoráveis e de grande impacto. Muitas das cenas foram inspiradas na trilogia original, como um releitura do embate entre o império de Vader e Luke. É impossível não se emocionar com a atuação de Mark Hamill e Carrie Fisher, mostrando o verdadeiro significado da resistência e da luta contra o lado sombrio da força. Uma verdadeira apoteose dos protagonistas da trilogia original, de grande beleza e encanto. 


Superando as expectativas, com um roteiro bem desenvolvido, "Star Wars: Os últimos Jedi" amplia a franquia, que vai além da saga dos Skywalker. A jornada de Luke foi apenas o começo de algo muito maior, em constante expansão, como o universo. É a certeza que fica com a retomada do significado da força, como um equilíbrio vivo que se renova, surgindo onde menos se espera. Um conselho para quem ainda não viu o filme: prepare-se para muitas emoções. É uma experiência única no cinema.

Elisabete Estumano Freire









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