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sábado, 1 de abril de 2017

Documentários nacionais e estrangeiros na TV BRASIL (Programação de 1 a 9 de Abril)


Neste sábado (1), às 12h30, vai ao ar o documentário "Folia no Morro". Mais tarde, às 16h30, a emissora exibe o filme "Reidy, a Construção da Utopia", da diretora Ana Maria Magalhães, sobre o urbanista Affonso Eduardo Reidy. Já à noite, às 23h30, a programação traz o longa "A campanha do caju".

Nesta segunda (3), às 23h, a atração é o documentário "Bissau D'Isabel".

Já na quarta (4), às 23h, a emissora apresenta "Em Teu Nome", longa com direção de Paulo Nascimento e premiado no Festival de Gramado.

Por fim, no sábado (8), às 12h30, a TV Brasil exibe o documentário "Diana e Djavan". À tarde, às 16h30, O premiado docudrama "Romance do Vaqueiro Voador" recria o universo mítico do candango, o nordestino que foi trabalhar como operário na construção de Brasília. À noite, às 23h30, vai ao ar o filme "Tchuma Tchato", dirigido pelo cineasta brasileiro radicado em Moçambique Licínio de Azevedo.
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Filmes da TV Brasil 1 a 9 de abril de 2017

Sábado, 1 de abril

Folia no Morro
12h30, na TV Brasil

Ano: 2008. Gênero: documentário. Direção: Arthur Omar.

O documentário acompanha a Folia de Reis no Morro de Santa Marta, bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, ao longo de 13 anos (de 1995 a 2008), mostrando as suas variações e a permanência do seu imaginário.

Investigação essencialmente audiovisual e sensorial sobre o arquétipo da folia e a sua função na comunidade de uma favela do Rio de Janeiro, transforma o espectador num autêntico participante da folia.

Através da montagem cinematográfica e do ritmo coreográfico da linguagem, recria a experiência do sagrado, conduzida pelo Mestre José Diniz. Destaque para a atuação do grande palhaço Ronaldo Silva, autêntico artista dramático popular.

Reprise. 26 min.
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 12h30




Sábado, 1 de abril

Reidy, a Construção da Utopia
16h30, na TV Brasil

Ano: 2009. Gênero: documentário. Direção: Ana Maria Magalhães, com Lucio Costa, Carmen Portinho, Roland Castro, Paulo Mendes da Rocha. Narração de Marcello Escorel.

Nascido em Paris e radicado no Rio, o urbanista Affonso Eduardo Reidy é um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Seus planos para o Rio de Janeiro moderno tiveram efeito de longa duração. Projetos como o MAM, o Aterro e o Parque do Flamengo, com os quais realizou sua utopia urbana, permanecem marcos da cidade até os dias de hoje.

O filme “Reidy, a construção da utopia” aborda a sua trajetória desde os anos 1930 até a construção do Aterro e Parque do Flamengo, em que retoma a cidade como tema central de sua arquitetura. Com narração de Marcello Escorel, textos do próprio arquiteto contam suas alegrias, decepções e a iluminada contribuição para o Rio de Janeiro.

Dirigido por Ana Maria Magalhães, o longa “Reidy, a construção da utopia” teve locações em São Paulo, Rio de Janeiro e Paris. Para realizar o documentário, a cineasta entrevistou Lúcio Costa aos 93 anos e Carmen Portinho, esposa do homenageado, aos 92.

Apesar de estar pronto desde 2009, o filme estreou no circuito comercial apenas em novembro de 2011.

Reprise. 77 min.
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 16h30



Sábado, 1 de abril

A campanha do caju
23h30, na TV Brasil

País de origem: Guiné-Bissau. Ano: 2007. Gênero: documentário. Direção: Paulo Silva Costa.

O documentário “A campanha do caju” retrata uma Guiné-Bissau devastada por sucessivas trocas de governo, onde só há trabalho certo durante três meses por ano, com a safra do caju cuja castanha é vendida em bruto, com estradas esburacadas que dificultam e encarecem o escoamento da produção.

Ao apresentar a saga desse povo, o longa apresenta um retrato audiovisual da situação socioeconômica que se vive na Guiné-Bissau contemporânea.

Até 1974, o país foi a ex-colonia portuguesa em que a luta anticolonial foi mais violenta. Depois, foi um dos jovens países africanos mais acarinhados pela cooperação internacional. Mas o que se viveu foi a instabilidade provocada por sucessivas crises políticas e golpes de Estado. É sobre a forma como se vive no meio de toda esta devastação que o documentário revela.

O caju, fruto tropical, trazido do Brasil nos anos 1950 e plantado ao longo das estradas forma hoje uma verdadeira floresta nativa de cajueiros que poderia por si só garantir a prosperidade econômica da Guiné-Bissau. O país se tornou o quinto maior produtor e o maior exportador mundial de castanha em bruto.

Quase toda a produção de castanha é vendida em bruto para a Índia, e só aí tratada e aproveitada. Desse modo quase nada dessa riqueza regressa à África. Quase três quartos da população de Guiné-Bissau vivem da coleta do caju, após o fruto cair no chão.

Reprise. 54 min.
Classificação Indicativa: 18 anos
Horário: 23h30


Segunda-feira, 3 de abril

Bissau D'Isabel
23h00, na TV Brasil

País de origem: Guiné-Bissau. Ano: 2005. Gênero: documentário. Direção: Sana Na N’Hada.

O documentário “Bissau D'Isabel” segue o cotidiano de Isabel Nabalí Nhaga para contar a história de Guiné-Bissau, primeira colônia no continente africano a ter a independência reconhecida por Portugal em 1974.

Com um histórico de instabilidade política, o país, desde então, não conseguiu que nenhum presidente eleito completasse com sucesso um mandato de cinco anos. Isso gerou um quadro de enormes dificuldades, atraso e subdesenvolvimento. O produto interno bruto per capita da nação é um dos mais baixos do mundo.

Bissau é a capital da Guiné onde se aglutina e funde o mosaico étnico-cultural do país. Mais de 21 etnias com culturas e línguas por vezes totalmente distintas se reúnem na cidade. Quase metade da população fala kriol, uma língua crioula baseada no português, enquanto o restante dos habitantes fala uma variedade de línguas africanas nativas.

A personagem Isabel Nabalí Nhaga começou como auxiliar de enfermagem durante a luta armada de libertação nacional em 1966 e foi posteriormente em 1968 enviada a Cuba para ser formada como enfermeira instrumentista.

Casada, mãe de sete filhos, cinco rapazes e duas moças, ela trabalha no Bloco Operatório dos Cuidados Intensivos no Hospital Nacional Simão Mendes em Bissau enquanto o marido atua em uma organização não governamental de conscientização sobre educação sexual e as doenças sexualmente transmissíveis.

Isabel se desdobra entre o trabalho no hospital e o cultivo de hortaliças e frutos que produz com o marido e os filhos numa horta no terreno onde residem no subúrbio da capital. A família trabalha e se mantém unida pela mão firme e segura de Isabel.

A partir da rotina de Isabel, o documentário dirigido por Sana Na N’Hada apresenta Bissau e sua realidade de imensas dificuldades. O longa traça um contundente painel sobre a vida na efervescente e ruidosa cidade em que as pessoas, especialmente as mulheres, se reinventam e se desdobram para encontrar possíveis formas de sobreviver.

O filme foi reconhecido com o Prémio RTP África de melhor documentário no Festival Imagens.

Reprise. 53 min.
Classificação Indicativa: 18 anos
Horário: 23h00



Quarta-feira, 5 de abril

Em teu nome
23h00, na TV Brasil

Ano: 2009. Gênero: drama. Direção: Paulo Nascimento, com Leonardo Machado, Fernanda Moro, César Troncoso, Nelson Diniz, Silvia Buarque, Marcos Paulo, Julia Feldens, Sirmar Antunes, Marcos Verza, Gilberto Perin, Jeffersonn Silveira.

Nos anos 1970, a América Latina vivia um período de ditaduras militares. Alguns tentavam resistir. Entre eles, Boni, um estudante de engenharia que entra na luta armada contra o governo, mas carrega dúvidas sobre se esta é a melhor forma de agir.

Cecília, sua namorada, quer viver a vida "como todos os outros" estão vivendo na época. Boni é preso, torturado e expulso do país. Cecília vai atrás dele e passam a viver tempos de fuga, mas também de amor no Chile, Argélia e, finalmente, Paris, onde Boni se torna o presidente do Comitê pela Anistia, onde começam a preparar a volta para casa.

Dirigido por Paulo Nascimento, o drama “Em teu nome” ganhou vários prêmios no Festival de Gramado. O longa foi reconhecido nas categorias Melhor Música, Melhor Ator (Leonardo Machado) e Melhor Diretor (Paulo Nascimento). O filme ainda conquistou o Prêmio Especial do Júri.

Reprise. 102 min.
Classificação Indicativa: 14 anos
Horário: 23h00



Sábado, 8 de abril

Diana e Djavan – Casamento cigano
12h30, na TV Brasil

Ano: 2007. Gênero: documentário. Direção: Luciana Sampaio.

Diana, de 14 anos, foi prometida para seu primo Djavan, que tem 15, ainda na barriga de sua mãe. O documentário acompanha a festa de casamento dos jovens ciganos, que durou três dias e aconteceu em maio de 2008, num acampamento no município de Itaquaquecetuba, em São Paulo.

Reprise. 26 min.
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 12h30



Sábado, 25 de março

Romance do Vaqueiro Voador
16h30, na TV Brasil

Ano: 2007. Gênero: documentário. Direção: Manfredo Caldas. Elenco: Luiz Carlos Vasconcelos.

Baseado no cordel homônimo de João Bosco Bezerra Bonfim, o filme "Romance do Vaqueiro Voador" é um ensaio audiovisual que recria o universo mítico do nordestino ao destacar o candango, nome pelo qual eram chamados os trabalhadores da construção de Brasília.

O docudrama propõe uma reflexão sobre a construção da cidade a partir desses personagens fundamentais para sua concretização. Ao retratar o papel do candango como protagonista da construção da "nova capital do Brasil", o saudoso diretor Manfredo Caldas dá uma nova dimensão à Brasília e a seus pioneiros. O ator Luiz Carlos Vasconcelos representa essa figura como .

A produção resgata as histórias dessa tropa de desconhecidos que participou da iniciativa. Os relatos dão conta da grande quantidade de operários que morreu. Eles eram enterrados em valas no meio da obra. Um dos personagens retratados é um trabalhador que caiu de um andaime numa representação daqueles que perderam a vida durante a utopia de erguer e habitar a capital federal.

"Romance do Vaqueiro Voador" conquistou diversos prêmios e menções honrosas no Brasil e no exterior. O longa foi reconhecido com o Prêmio Signis de Melhor Documentário no Festival Latinoamericano de Cinema de Toulouse, na França, em 2008. O filme também fez parte da seleção oficial de vários outros eventos da sétima arte.

Reprise. 73 min.
Classificação Indicativa: Livre
Horário: 16h30



Segunda-feira, 8 de abril

Tchuma Tchato
23h30, na TV Brasil

País de origem: Moçambique. Ano: 1997. Gênero: documentário. Direção: Licínio de Azevedo.

Na margem Sul do Rio Zambeze, na fronteira entre Moçambique, Zâmbia e Zimbabwe, no distrito de Zumbo, província de Tete, a terra é uma rica fonte de matérias-primas.

Animais selvagens como búfalos, elefantes, hipopótamos, crocodilos, felinos e muitas outras espécies, abundam na área. Os habitantes desta região, no entanto, são muito pobres.

Tchuma Tchato”, que significa “as nossas riquezas”, é o nome de um projeto pioneiro no qual o governo moçambicano estimula a população a explorar e proteger a terra.

Uma tarefa que coube a um técnico em fauna selvagem e funcionário do Ministério da Agricultura que durante quatro anos trabalhou em conjunto com a população e estruturas do poder provincial.

Não foi uma tarefa fácil convencer as pessoas dos benefícios deste método, o que implicou, por exemplo, na determinação de que eles não poderiam mais caçar os animais selvagens na área. No início houve fortes reações e grande resistência por parte de alguns que lucravam com a caça e o comércio ilegal de produtos da caça.

Em consonância com a cultura tradicional, todo os espíritos da região também tiveram que dar sua permissão antes que o projeto pudesse ter sucesso. Representados por animais – o Leão, o Macaco e a Serpente – eles devem conceder o seu aval às mudanças. Todos aceitaram, menos o espírito do Leopardo, o grande predador. Seguindo os seus hábitos ancestrais, o Leopardo quer continuar a caçar.

Dirigido pelo cineasta brasileiro radicado em Moçambique Licínio de Azevedo, o documentário “Tchuma Tchato” narra esta primeira experiência moçambicana de gestão comunitária dos recursos naturais com as reuniões de mobilização, as discussões com a população e o trabalho de fiscalização e vigilância.

A produção também acompanha todo o cuidado para o isolamento das áreas das aldeias em contato com as reservas de fauna selvagem, resultando num processo revolucionário que transformou famosos caçadores furtivos em fiscais de caça em sua própria região. Em consonância com a cultura tradicional, todos os espíritos da região também tiveram que dar sua permissão antes que o projeto pudesse ter sucesso.

Reprise. 56 min.
Classificação Indicativa: 18 anos
Horário: 23h30

fonte: Fernando Chaves
Coordenador de Comunicação
Gerência de Comunicação
Empresa Brasil de Comunicação | TV Brasil | Rádios Nacional e MEC

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