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quarta-feira, 29 de março de 2017

Octavia Spencer veio ao Brasil para o lançamento do filme A Cabana


A atriz norte-americana Octavia Spencer veio ao Brasil para o lançamento do filme “A Cabana” (The shack), dirigido por Stuart Hazeldine. Baseado no best-seller homônimo do escritor canadense William P. Young, o longa narra a história de Mack Phillips (Sam Worthington), um homem que com o desaparecimento da filha Missy, de seis anos, perde a fé em Deus.  O filme estreia dia 6 de Abril.

No filme, Octavia Spencer interpreta “Papa”, uma figura materna e divina que ajuda Mack em sua jornada. Em coletiva à imprensa, a atriz disse que já havia lido o livro e que a motivação para buscar o papel foi a mensagem de esperança e amor que ele transmite, além de ter provocado uma espécie de epifania pessoal em relação a Deus. “Eu amo a maneira como a fé é introduzida, eu sinto que ele responde a questões importantes sobre Deus. Minha motivação para interpretar o papel foi fazer parte de um filme que permite um efeito terapêutico e de cura. Quando eu terminei o filme, para mim foi como uma epifania, uma espécie de catarse. Minha motivação como atriz foi puramente egoísta, eu queria fazer parte de algo que oferecesse esperança para o mundo”.

Em “A cabana”, o autor do livro faz uma representação descontraída da Santíssima Trindade, que é retratada no filme.  Para a atriz, essa é uma das coisas que ela amou tanto no filme como no livro, assim como representar o Todo-Poderoso numa perspectiva entre mãe e filho. Ela também destacou que uma das coisas interessantes que o autor, William P. Young, oferece no livro é a inclusão de personagens latinos, asiáticos e afro-americanos, assim como representar Deus como uma mulher negra, ainda que não seja uma caracterização específica do cristianismo, porém todos feitos à imagem e semelhança de Deus.

Octavia Spencer disse ser uma fã de Sam Worthington, mas revelou que não houve tempo no set de filmagem para construírem uma relação de amizade, o que foi importante, já que era necessário que houvesse um certo estranhamento entre os personagens, o que não aconteceria se os atores fossem super amigos. Sobre a participação de Alice Braga, no papel da sabedoria, Octavia disse que apesar de não ter contracenado com a atriz brasileira, gostou do modo como a personagem mostrou que na maior parte do tempo julgamos as pessoas e como realizar um julgamento justo é difícil. “Uma das coisas bonitas sobre essa história é que ela também é feita através da perspectiva de uma criança, de sua inocência, sem julgamentos, que sempre vem de sua curiosidade, de seu amor. (...). Quando ela faz perguntas ao seu pai, que não tem as respostas, mas que também terá que buscá-las, até quando ele a perde. É uma tocante e bonita história”.

Sobre a preparação para o papel, a atriz revelou que leu muitos livros e teve a assessoria de um pastor local, amigo seu. Quanto ao impacto do personagem na sua vida pessoal: “Eu acho que eu sempre fui a mesma pessoa. Na minha vida, eu uso como exemplo uma regra de ouro: tratar bem as pessoas como gostaria de ser tratada. Isso não mudou em mim. Fazer o papel teve um real impacto na minha vida, pois eu entendi os papeis que eu quero fazer daqui pra frente e estar disponível para eles. (...). Definitivamente, eu cresci como pessoa. Eu acho que a vida é uma jornada espiritual e que todo dia conta e você toma decisões que irão influenciar outras pessoas. E como você navega em suas decisões, e se toma as decisões erradas. Eu amo aprender sobre essas coisas. Eu não consigo ver que eu mudei tanto, que eu não me reconhecesse. Isso é que é belo. Mas eu mudei o suficiente.”

Elisabete Estumano


Imprensa (2)Trailer/Divulgação

Imprensa (3) Teaser Trailer

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