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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Novo filme da franquia ‘John Wick’, estrelado por Keanu Reeves, estreia 16 de fevereiro


Em “John Wick - Um Novo Dia para Matar” (John Wick: Chapter 2), após a morte da esposa, o lendário personagem John Wick (Keanu Reeves), pede a aposentadoria depois de sua última missão como matador profissional. Devido a um pacto de sangue (promissória) feito a Santino D’Antônio (Riccardo Scamarcio) um influente membro da organização mafiosa na Itália, o personagem terá que voltar à ativa e enfrentar seus ‘amigos’ e piores inimigos.

O longa, de ação e suspense, é dirigido por Chad Stahelski  (‘John Wick’ e ‘V de Vingança’), que explora o submundo do crime, com inteligência e ironia. Com muitas cenas de luta marcial, tiros, explosões e perseguição de carros, há uma ênfase na ética e no respeito às normas de conduta da máfia, única moeda de troca válida numa sociedade corrupta e sem lei. A organização criminosa, com suas regras rígidas, talvez seja a única saída possível para os personagens manterem-se numa pretensa ‘civilidade’, em que o diálogo é possível através da sinceridade e da explicitação de seus atos. A morte é anunciada dentro de uma espécie de acordo de ‘cavalheiros’. A figura misteriosa do personagem Winston (Ian McShane), e o mundo em torno do hotel Continental, sede da organização, completam o universo ficcional de John Wick.

O filme mostra como a máfia se organiza, ramificada em várias organizações rivais, utilizando-se de verdadeiros simulacros sociais. A separação da extrema pobreza e a riqueza da alta cúpula, na figura dos personagens Rei (Laurence Fishburne) e Santino D’Antonio (Riccardo Scamarcio) são a interface desta representação. Outro personagem interessante é Ares (Ruby Rose), capanga e segurança surda-muda de Santino, cujo diálogo é feito através de marcas gestuais e do recurso de legendas.

Ambientado em Roma e em Nova Yorque, o diretor cria uma composição visual entre o clássico e o moderno, misturando o glamour dos cenários italianos e o ambiente futurista e espelhado de uma exposição do museu de arte moderna de Nova Yorque. Utilizando-se de uma edição videoclipada, Chad Stahelski  faz referências explícitas à trilogia Matrix (1999- 2003), criada pelos irmãos Wachowski. O diretor de John Wick reúne os atores Keanu Reeves e Laurence Fishburne num diálogo bem humorado em que seus personagens, nas entrelinhas, fazem referências à trilogia de Matrix. Outra sequência de destaque é a perseguição silenciosa, em que John Wick (Reeves) e Cassian (Rapper Common) trocam tiros na estação do metrô sem serem notados pelos transeuntes, numa clara alusão à virtualidade, em que todos estão enclausurados em si mesmos, sem reparar no que acontece ao seu redor. Num mundo globalizado e interconectado, todos são potenciais inimigos, tão letais quanto o próprio protagonista, que de caçador torna-se a própria caça.

 “John Wick - Um Novo Dia para Matar” (John Wick: Chapter 2) estreia dia 16 de fevereiro nos cinemas.


Elisabete Estumano Freire




Avaliação do filme: Muito bom.

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