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sábado, 21 de janeiro de 2017

“NO INTENSO AGORA”, DE JOÃO MOREIRA SALLES, ESTREIA NO FESTIVAL DE BERLIM


No Intenso Agora, escrito e dirigido por João Moreira Salles (Santiago, Entreatos), terá sua estreia mundial no próximo Festival Internacional de Cinema de Berlim (09-19 de fevereiro 2017), na Alemanha, como parte da mostra Panorama. O filme é uma produção VideoFilmes. 

Dez anos separam No intenso agora de Santiago. Apesar da distância, tenho a impressão de que são filmes aparentados. Não me refiro apenas ao aspecto pessoal dos documentários, mas também ao modo como eles foram realizados. Os dois são essencialmente filmes de arquivo, nascidos na ilha da edição. Santiago surgiu do trabalho de três pessoas de três gerações diferentes – Eduardo Escorel, eu e Lívia Serpa –, que, ao longo de meses, construíram o filme a partir da reflexão que fizemos sobre a natureza do material bruto que havíamos reunido. No intenso agora nasceu do mesmo jeito, mas com Laís Lifschitz no lugar de Lívia. A diferença é que levou mais tempo – não meses, mas anos. E também, que de uma forma não muito clara para mim, Santiago talvez seja sobre o pai, enquanto No intenso agora é sobre a mãe, explica João Moreira Salles.

O documentário, narrado em primeira pessoa, reflete sobre o que revelam quatro conjuntos de imagens da década de 1960: os registros da revolta estudantil francesa em maio de 68; os vídeos feitos por amadores durante a invasão da Tchecoslováquia em agosto do mesmo ano, quando as forças lideradas pela União Soviética puseram fim à Primavera de Praga; as filmagens do enterro de estudantes, operários e policiais mortos durante os eventos de 68 nas cidades de Paris, Lyon, Praga e Rio de Janeiro; e as cenas que uma turista – a mãe do diretor – filmou na China em 1966, ano em que se implantou no país a Grande Revolução Cultural Proletária.

No intenso agora busca uma reflexão sobre a natureza das imagens históricas. Quem as filma, por que as filma, como as filma? Haveria diferença entre registros realizados em regimes políticos diferentes? O que o arquivo revela de si mesmo sem que o espectador precise recorrer ao contexto histórico? Que tipo de imagem nasce do medo, do enlevo, do risco, da urgência, da alegria? A reflexão se estende ao cinema documental surgido naquele período, quando estudantes e professores trocaram a aridez teórica da sala de aula pela ação militante da rua. O documentário tem edição de Eduardo Escorel e Laís Lifschitz. A pesquisa de imagem é de Antonio Venâncio, a produção executiva é de Maria Carlota Bruno e a trilha sonora é de Rodrigo Leão.

SINOPSE
Feito a partir da descoberta de filmes caseiros rodados na China em 1966, durante a fase inicial e mais aguda da Revolução Cultural, No intenso agora trata da natureza efêmera dos momentos de grande intensidade. Às cenas da China somam-se imagens dos eventos de 1968 na França, na Tchecoslováquia e, em menor medida, no Brasil, a partir das quais, na tradição dos filmes-ensaio, tenta-se investigar como aqueles que tomaram parte naqueles acontecimentos seguiram adiante depois do arrefecimento das paixões. As imagens, todas elas de arquivo, revelam não só o estado de espírito das pessoas filmadas – alegria, encantamento, medo, decepção, desalento – como também a relação entre registro e circunstância política. O que se pode dizer de Paris, Praga, Rio de Janeiro e Pequim a partir das imagens daquele período? Por que cada uma dessas cidades produziu um tipo específico de registro?

FICHA TÉCNICA
Roteiro, Texto e Direção: João Moreira Salles
Montagem: Eduardo Escorel e Laís Lifschitz
Música original: Rodrigo Leão
Pesquisa de imagens de arquivo: Antonio Venancio
Produção Executiva: Maria Carlota Bruno
Edição de som e mixagem: Denilson Campos
Coordenação de Pós-Produção: Marcelo Pedrazzi
Produção: Vídeo Filmes

Confira o link oficial da Berlinale: 



Fonte: Julia Moura/ Primeiro Plano Assessoria de Imprensa.

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